Band tira Miss São Paulo 2018 do Palácio das Convenções do Anhembi por contenção de despesas e afasta grande público


Ainda assim, emissora e Polishop deverão pagar R$ 5 mil a mais para realizar certame na Casa Petra

Da redação TV em Análise

Casa Petra/Divulgação


Não sairá nada barata a conta da Rede Bandeirantes e da Polishop para realizarem no dia 31, na Casa Petra, localizada na avenida Aratãs, 1010, no bairro de Moema (zona centro sul da capital paulista), o concurso Miss São Paulo 2018. De acordo com sites especializados em eventos, o preço de aluguel da Casa Petra para um evento do porte da etapa paulista do Miss Brasil 2018 chega a R$ 50 mil – R$ 5 mil mais caro do que o Anhenbi Parque cobra de diária para uso de Auditório Celso Furtado, que sediou as edições do concurso paulista de 2012 a 2017. O local também recebeu edições do Miss Brasil promovidas pelo Grupo Sílvio Santos entre 1981 e 1987.
A princípio, a Band pensava que iria economizar com a realização do Miss São Paulo na Casa Petra, com capacidade para apenas 600 convidados. Pensou errado. Em tempos de contenção de gastos que incluiu a desistência do sublicenciamento da Copa da Rússia junto à Rede Globo, o gasto da Band para realizar o Miss São Paulo num espaço acanhado soa como uma contradição ao discurso de austeridade de seus diretores. No Auditório Celso Furtado, de capacidade para 2.505 espectadores, a diária de aluguel para eventos é de R$ 45 mil. Era esse custo que a Band queria cortar para levar o Miss SP para um espaço mais intimista e menos atraente ao grande público. A medida desagradou algumas coordenações municipais.
A reportagem do TV em Análise Críticas procurou as assessorias da Band e da Polishop, mas estas informaram que nada mais tinham a declarar sobre o caso.
De acordo com os custos levantados pelo Críticas, os gastos da Band e da Polishop com aluguel de espaços de eventos para o Miss São Paulo cresceram 11,11% entre 2017 e 2018. Em relação ao Miss Brasil, não há informações sobre os valores de aluguel do Instituto Cultural Baia dos Vermelhos, em Ilhabela, e do Citibank Hall, em São Paulo, que receberam as três últimas edições do certame.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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