Rede Globo e Sportv pagam Comitê Paralímpico Internacional para não transmitir Paraolimpíada de Inverno de PyeongChang


Com três brasileiros, evento começou nesta sexta-feira (9), na Coreia do Sul

Da redação TV em Análise

Daniel Basil/MPIX/CPB/Divulgação


A Paraolimpíada de Inverno de PyeongChang começou na manhã desta sexta-feira (9) com uma baixa muito importante para a mídia brasileira. Com a promessa de transmitir todas as Olimpíadas e Paraolimpíadas até 2032, o Grupo Globo, formado pela Rede Globo de Televisão e pelo canal pago Sportv, rasgou a Carta Olímpica ao cortar da grade do canal pago Sportv 2 todos os eventos da competição, que acaba no domingo (18). Entre as transmissões previstas estavam provas de hóquei no gelo, curling sobre rodas e esqui sentado. O Brasil é representado por Aline Rocha e Cristian Ribera no esqui cross-country e André Cintra no esqui alpino, na prova de snowboard.
Nem mesmo essa pequena presença brasileira foi capaz de sensibilizar os programadores da grade do Sportv, que trocaram as competições paraolímpicas por VT’s de campeonatos estaduais de futebol, onde há faturamento.l Nas Olimpíadas de Inverno, Globo e Sportv só venderam cota de patrocínio para o Bradesco. o país saiu sem medalha da competição encerrada em 25 de fevereiro, a despeito de a patinadora Isadora Williams ter chegado à final feminina da patinação artística. o país contou com uma delegação de 12 atletas, todos ciceroneados pelos repórteres da Globo.
A falta de respeito da Globo com os esportes paraolímpicos levou sua divisão de esportes a se focar apenas no malfadado Projeto Tóquio, no qual nem o Caio Castro acredita mais: foi apresentar reality de namoro na MTV. São os efeitos maléficos da Operação Unfair Play já chegando à mídia brasileira. Com a palavra, o Cimitê Paralímpico Internacional.
A Globo transmitiu as duas últimas edições das Paralimpíadas de Verão, em 2012 e 2016. O Sportv diz ter transmitido a Paralimpíada de Inverno de Sochi, em 2014, mas não se conhecem informações se transmitiu ou não.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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