Assunto da semana: Vistam suas roupas, babacas de plantão!


O Oscar do perdão de Jimmy Kimmel só pensou naquilo

Fotos Getty Images/04.03.2017 e Naijapaded.com


Desculpem a deselegância, mas as partes baixas da Kylie Jenner quase tomaram meu raciocínio acerca do Asdrubal Trouxe o Provolone Estragado em que se transformou a 90ª festa de entrega do Oscar. Não pela mancada da Frances McDormand, mas pelo esvaziamento dos protestos da mulherada do #MeToo do “Time’s Up”. Morreu a alegria do povo naquele discurso eleitoreiro da Oprah Winfrey nos Golden Globes? A julgar pela mensuração da Nielsen Media Research, no que diz respeito à audiência da transmissão da ABC, sim. E na Rede Globo de Televisão também.
De países baixos em países baixos, a safadeza de executivos de estúdios, diretores e produtores prontamente enxotados dos quadros de votantes da AMPAS, a Academia que organiza o Oscar, a festa de 90 anos da premiação serviu apenas para Jimmy Kimmel, Faye Dunaway e Warren Beaty retornarem à cena do crime de La La Land. Lições aprendidas da errata de 2017, a Academia se cercou de cuidados para imprimir em letras mais maiúsculas cada um dos 24 envelopes de premiação que foi lido por cerca de 45 atores. Tudo na devida ordem.
É notório que as redes sociais se calaram depois que a forma da água se reduziu a uma propaganda da Sabesp na mira da Operação Lava Jato. Nada relacionado com o filme do mexicano Guillermo del Toro. Mas com a amizade perigosa entre Donald Trump e Michel Temer na condição de chefes de Estado e de Governo. Cada qual, para o seu lado, baixando as barras de aço em trabalhadores rurais e imigrantes mexicanos. A lista é enorme. Não dá para publicá-la aqui, mas posso citar a Salma Hayek. Mexicana. Cadê a Polícia de Imigração? Não pegou nenhum artista?
Tirando os “As” e “Bs” da Dira Paes e do Rubens Ewald Filho, as coberturas da Globo e da TNT foram uma tristeza só neste ano 90 de Oscares. No lado do paraíso de Mariazinha Belrão e seu Arthur Xexéo, tratou-se o quadro final de vencedores como se fosse resultado da Loteria Esportiva que o extinto Fantástico dava até 1987. Foi um completo exercício de imbecilização do telespectador final. Quanto à Kylie Jenner? A parabenizo por ser mãe, antes de termos perdido a Tônia Carrero. E a vergonha de sermos testemunhas de um circo perfeito. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (10/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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