Assunto da semana: Sozinha, a Globo escorregou feio no gelo


Fracasso de mídia da Olimpíada de Inverno da Coreia é visível

Robert Cianflone/Getty Images


Sem a companhia dos grupos Bandeirantes e Record, a Rede Globo exerceu o monopólio da palavra, do verbo e da verba da Olimpíada de Inverno de PyeongChang, que acaba neste domingo (25), tanto na tevê aberta quanto em dois canais fechados do sistema Sportv. O telespectador ficou sem opção para ver as provas fora da gaiola da famíglia Marinho, patrocinada apenas pelo Bradesco. Pelo visto, a Operação Unfair Play que botou na cadeia o antigo presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, fez muito mal a quem desejava anunciar nos jogos.
Não posso dizer nada do desempenho da Isadora Williams na patinação até porque este texto foi finalizado horas antes do programa livre que decidiria a medalha de ouro. Pulando o português com sotaque da moça, a cobertura da Globo foi uma tristeza. Picotou a cerimônia de abertura a excertos no programa da Fátima Bernardes. Foi um desrespeito ao telespectador. Logo com a emissora líder que assinou a Carta Olímpica para assegurar direitos de Olimpíadas também de Verão até 2032. Foi o maior desserviço que a emissora prestou desde 1972, em Munique.
Em 46 anos de Olimpíadas, nunca vi tamanho desprezo da Globo para uma simples Olimpíada de Inverno, antes da Isadora restrita a uma piada do falecido Chico Anysio na qual dizia, em julho de 1981, no “Fantástico”, que eram “jogos de lençol, colcha e cobertor”. Pçiada essa reforçada pela zicagem proposta pelo Alex Escobar no “Globo Esporte”, notório por atacar o técnico Dunga na Copa da África do Sul de 2010, a ponto de enraivecê-lo em uma coletiva, tão brindada de palavrões quanto a resposta de Benito di Paula ao deputado Carlos Marun.
“Tudo está em seu lugar, graças a Deus” na pensata da Globo para cobertira de Olimpíadas de Inverno? Não, cara pálida! Nada está no lugar se julgarmos os puxadinhos que o Sportv fez na sua sede para fazer uma conexão fictícia com PyeongChang, para onde a Globo mandou apenas três equipes de reportagem, e só. Nada mais foi que um teste da Engenharia para a Copa do Mundo da Rússia, ali sim, evento de grande importrância para a Globo e para o próprio Sportv. A começar do bolso. Esta foi a Olimpíada de Inverno do off-tube, feita do estúdio. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (24/2)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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