O que falta para o Brasil vencer o concurso de Miss Universo é a Rede Globo de Televisão e seus asseclas do golpe de 2016


Crefisa, Chevron, ExxonMobil, Shell…

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Captura de tela/Curiosando


Mais um ciclo do concurso de Miss Brasil começa e com ele vem as preocupações que terão a mesma idade da Patrícia nbArquette e do Liev Schreiber, o Ray Donovan da série de mesmo nome. Idem da Sandra Annemberg que após um discurso da então presidenta Dilma Rousseff reconheceu que as Organizações Globo “erraram ao prestar apoio editorial ao golpe militar de 1964”. É o mesmo golpe que, em 1968, saudou a eleição da baiana Martha Vasconcellos, então com 20 anos, em Miami Beach, com direito a telefonema do governador de então da Bahia Luiz Viana Filho (1908-1990), da Arena, partido de sustentação da ditadura.
Passada a redemocratização, o Brasil só sentiria de perto o gosto de uma coroa de Miss Universo em 2007, quando a mineira Natália Guimarães saiu da Cidade do Mexico com a segunda colocação. Entre a eleição de Martha e a volta dos militares aos quartéis, o Brasil teria mais nove classificações no Miss Universo, incluindo um segundo lugar, dois quartos lugares e um quinto lugar. Depois da posse de Sarney e da morte de Tancredo, viriam mais 14 classificações no Miss Universo, incluindo o vicec de Natália, um terceiro lugar e dois quintos lugares. Só nos governos petistas, o país teve oito classificações no Miss Universo.
E já começam a encher a minha paciência com a pergunta “O que falta para o Brasil vencer o Miss Universo/”. Falta um conjunto de coisas. A primeira delas está na emissora que transmite o Miss Brasil. Não deveria mais ser a Re3de Bandeirantes e sim a Rede Globo. Com a Band, o Miss Brasil passou a encontrar suas piores audiências a partir de 2003. Os índices só despencaram ano após ano. Na contramão, a Band viu no Miss Brasil uma fonte de lucro, que atraiu grandes anunciantes até 2014. Em 2015, ano que começaram a eclodir as primeiras denúncias de corrupção em concursos estaduais, os grandes anunciantes foram embora do Miss Brasil, sobretudo os ligados à Associação Brasileira dos Anunciantes (ABA). Nem a Unilever, dona do xampu Seda, da época do SBT, aguentou a barra.
Se o SBT tivesse continuado com o Miss Brasil e o Miss Universo na década de v1990, teríamos tido melhores resultados no concurso de internacional de beleza. Mas foi o próprio Miss Universo que passou a viver dias de cão: após apenas um ano nas mãos ds Procter & Gamnle, o concurso foi vendido em março de 1996 para o grupo de investidores liderado pelo presidente americano Donald Trump, 71. Reformas duríssimas foram feitas e uma produtora de transmissões do Oscar, Paula Shugart, foi contratada para trabalhar como produtora executiva do concurso. Em 2001, Shugart acabou promovida por Trump à presidência da Miss Universwe Organization. Na tgelevisão, o concurso saiu da CBS e foi para a NBC e da NBC foi para a FOX de Arquivo X, American Idol, Empire, Os Simpsons, apenas para citar algumas kóias de sua grade.
Junto com a Paramount, o SBT viu os direitos do Miss Universo escaparem de suas mãos quando a Madison Square Gar4den Entertainment Productions assumiu a então Miss Universe Inc. em 1987. Com a MSG no jogo,jogava-se na latrina a venda dos direitos de transmissão do Miss Universo para emissoras braswileiras, numa operação executada nas entranhas pela Rede Globo de Televisão, com o respaldo de parlamentares da bancada feminina do PT, como Benedita da Silva (RJ e Martya Suplicy (SP),que faziam discursos na Câmara dos Deputados chamando o Miss Brasil de “exploração à dignidade da mulher brasileira”. Graças às manobras petistas e da Globo, o SBT não passou o Miss Universo 1989, no dia 23 de maio do ano em questão. O que faltaria então para o Brasil vencer o Miss Universo? A Globo implodir com a estrutura vigente do concurso e refazer outro, amparado por entidades patronais como a Fiesp e transnacionais petrolíferas como a Shell, Chevron e ExxonMobil} Não. Pelo contrário, a Globo agiu para tirar da cabeça dos brasileiros os concursos de Miss Brasil e Miss Universo e educar, através da Fundação RFoberto Marinho, uma massa de ignorantes que foi à Avenida Paulista bater panelas pelo impedimento de Dilma e pelo golpe parlamentar do presidiário Eduardo Cunha.
Desde que a Band assumiu a transmissão do Miss Brasil, em 2003, a comunidade missológica está dividida em relação à reputação da etapa brasileira do Miss Universo. Antes embalada e envasada para anunciara as representantes também do Miss Mundo e do Miss Beleza Internacional, o Miss Brasil passou a atender apenas à agenda do Miss UNiverso em 2012, após o fim do contrato da Band com a Gaeta Promoções e Eventos, que detinha a concessão do Miss Brasil desde 1999. Antes da Gaeta e após o SBT e sua ex-funcionária Marlene Brito, a família de Paulo Max ficou cinco anos seguidos controlando o Miss Brasil, com apenas uma classificação no Miss Universo, em 1998, com a sul-mato-grossense Michela Marchi.
A chegada da Polishop ao comando do Miss Brasil, no final de 2015, apenas serviu para manter os bons resultados do país no Miss Universo, num primeiro momento. Numa leitira mais equilibrada de situação, é mais prudente que a Polishop tire da Band o direito de transmitir o Miss Brasil. Tem todo o direito, mas não pode. cláusulas contratuais do acordo da MUO com a Band impedem que o concurso seja repassado para outra rede aberta e exigem que a Band transmita o pacote completo – estaduais, Miss Brasil e Miss Universo. É parte do legado deixado pelo Miss Universo 2011, ainda do tempo da Enter. Não se deve forçar a barra para jogar o Miss Brasil à cova dos leões da Selva de Pedra do Cantor Sertanejo Daniel. Do contrário, corre-se o risco de fabricar um anteprojeto de Mayara Petruso psicótica do MBL, como vimos há poucos dias na aclamação de Goiás.
Interesante notar é que o site Curiosando instiga esse tipo de pergunta para atender às agendas do Tribunal Federal da 4ª Região, da Globo e das patrocinadoras de seus telejornais antinacionais, como o banco Crefisa, na ânsia de aprovar uma reforma assassina da Previdência Pública em favor de empresas americanas e europeias de seguros como a Mapfre, que já teve o Rafael Nadal de garoto-propagagnmda.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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