Band lucrou menos com Miss Brasil após troca de mãos do concurso e casos de corrupção em coordenações estadsuais


Dívidas com a Polishop chegam a R$ 10 milhões

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Matis Borgström/Organização Miss Brasil Universo/19.08.2017


Dois anos depois de a Polishop ter assumido integralmente as operações do concurso de Miss Brasil válido pelo Miss Universo, a Rede Bandeirantes enfrenta um duro problemja para tentar melhorar a imagem do evento junto a agências e anunciantes, principalmente as ligadas à Associação Brasileira das Agências de Propaganda (ABAP). Fontes de mercado informaram ao TV em Análise Críticas que a Band estaria com uma dívida de R$ 10 milhões junto à Polishop, empresa que é socia da Band na Organização Miss Brasil Universo, joint venture com a empresa norte-americana Endeavor, dona do Miss Universo.
Uma prova de que o Miss Brasil não é mais tão rentável à Band quanto em outros tempos está no balancete financdeiro que a emissora recebeu da Polishop, mostrando uma série de dívidas da emissora. Só xom a organização do Miss Brasil 2017, a Bande deve à Prefeitura de Ilhabela R$ 1,4 milhão. Dinheiro esse que poderia ser empregado na melhoria das condições das balsas que ligam a cidade ca São SDebastião, no continente. A Polishop também teve dívidas com o Miss Brasil 2017 junto a fornecedores, mas não revela quais, alegando sigilo.
Para realizxar o Miss Brasil 2016 no Citibank Hall, em São Paulo, Band e Polishop desembolsaram R$ 9,4 milhões em despesas de organização, produção e estadia das candidatas, familiares e coordenadores. Seria mais lógico se o Miss Brasil 2017 tivesse seguido o mesmo rumo, não fosse uma decisão errada de João Appolinário no Riocentro, durante uma convenção da Polishop: marcar a etapa brasileira do Miss Universo 2017 para uma cidade sem nenhuma infraestrutura.
No ciclo do Miss Brasil 2016, a Band vendeu apenas uma cota de patrocínio, para a loja de decoração Etna, na transmissão do Miss Rio Grande do Sul. Já no Miss Brasil 2017, foram vendidas apenas duas cotas de apoio, para a Kia Motors do Brasil e para a Prefeitura de Ilhabela. A emissora teve prejuízo de R$ 13,5 milhões com o projeto do Miss Brasil 2017. Em 2016, o rombo foi de R$ 11,5 milhões.
Segundo especialistas de mercado, a simples exposição da marca de cosméticos Be Emotion (que dá o naming right do Miss Brasil) não é suficientye para resolver os problemas de caixa da massa falida da Enter, empresa de eventos que o Grupo Bandeirantes criou em dezembro de 2010 para organizar os concursos da família do Miss Universo no Brasil e encerrou suas atividades em janeiro de 2016. De acordo com uma das fontes, com forte trânsito entre agências da ABAP e a direção do Miss Brasil,há fortes indícios de irregularidades financeiras que a Enter deixou herdaddas para a Polishop resolver no âmbito do Miss Brasil/Miss Universo. O cancelamento de uma prova de Fórmula Indy no Distrito Federal foi o estopim de uma sérre de problemas que atingiram a Enter também no campo dos concursos de misses. O principal deles foi o escândalo de corrupção no concurso de Miss Sergipe 2015, que levou a Band a descredebciar coordenador e enfrentar problemas de caixa para organizar o Miss Brasil 2015.
As acusações contra Deivide Barbosa, somadas a denpuncias posteriores feitas na imprensa, incluindo o Críticas, fizeram a Band receber vários “nãos” de agências e anunciante ligados à ABA (Asociação Brasileira de Anunciantes) e à ABAP. Algo parecido com a engendragem que essas mesmas entidades, junto com a Rede Globo e o Partido dos Trabalhadores organizaram na década de 1980 para esvaziar o Miss Brasil do SBT e fazer a emissora da famíglia Marinho assinar contrato de gaveta com a CBS para impedir a exibição do Miss Universo no Brasil, o que acabou ocorrendo de 1989 a 1997 e 1999 a 2002. A venda dos ativos do Miss Brasil pára a Polishop foi o último recurso para a Band salvar o concurso em sua grade.

OS LUCROS DO PROJETO MISS DA BAND
Fontes: ABAP e ABA
Ano Lucro
(em R# milhões)
Evolução
(em %)
2003 9,3
2004 32,9 253,76
2005 35,4 7,59
2006 37,9 7,06
2007 46,5 22,65
2008 43,4 -6.66
2009 32,5 -25,11
2010 29,3 -9,83
2011 51,1 74.40
2012 36,2 -29,15
2013 31,3 -13.53
2014 29,3 -6,38
2015 21,2 -27,64
2016 18,3 -18,67
2017 11,4 -37,70

Desde que chegou à Band, em 2003, o Projeto Miss tem acumulado momentos de alta e de baixa nos lucros para a emissora. O pico de rentabilidade se verificou do ciclo de 2003 para o ciclo de 2004, quando o concurso observou crescimento de 253,76% em seu faturament. Faturamento esse que não foi para a Band, mas para os bolsos da promotoda de então, a Gaeta. Com a Enter no comando, os lucros do Miss Brasil e do Miss Universo para a programação da Band só fizeram desabar. Nem o amparo da Polishop resolveu.
Na próxima convenção de vendedores que a Polishop realizar, Appolinário terá de dar explicações para um projeto tido por ele como “grandioso” que já começa a desabar. Ainda mais com sua empresa acossada com uma série de denúncdias nos Procons estaduais.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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