Assunto da semana: No ar, mais um campeão de não audiência


Nem a Record consegue assistir a Conselho Tutelar

Record TV/Divulgação


Feita apenas para cumprir tabela, a terceira temporada de Conselho Tutelar (Record, 2ª a 6ª, 22h30, 14 anos) serviu para lavar a louça da programação que a Record TV ainda tenta arrumar para 2018. Se é que vai conseguir arrumar. Mais do mesmo, a trama de conselheiros tutelares da infância e da juventude nada de novo acrescentou a seu plot. Repetiu as mesmas histórias policiais pontuadas por uma mudança ou outra de ambientação, fosse de clipe de música funk de péssima qualidade, fosse para reforçar discurso do Estatuto da Era Collor.
Coproduzida com a divisão de canais internacionais da NBCUniversal e a produtora Vizon, Conselho Tutelar 3 é coisa para ser esquecida na safra de verão televisivo das redes abertas brasileiras. Tal qual as séries e minisséries da Rede Globo, Conselho é coisa pronta, filmada há vários meses, concebida há mais de um ano. Dois Irmãos (2017) passou três anos na gaveta da Globo apenas aguardando ordem de ir ao ar. É aí que reside o segredo de polichinelo de certas produções nacionais angariarem indicações a premiações internacionais.
Feita com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), a terceira temporada de Conselho Tutelar decepcionou em audiência nos principais mercados, até mesmo na Curitiba do Grande Circo dos Horrores da Lava Jato, onde amargou 2,5 de média na estreia de temporada. Chega-se à crença de que nem mesmo a Record TV se interessou em assistir a esta temporada de Conselho Tutelar. É melhor arrumar a casa para ver o que colocar no ar num ano em que Olimpíada de Inverno passou a ser verbete proibido por imposição da Globo.
É nítido pelas caras dos apresentadores do Jornal da Record, pautado por matérias pró-Temer, a cara e o semblante de desinteresse pela série nacional Conselho Tutelar. Agora, o foco da Record é só e somente só na estreia da terceira temporada do Dancing Brasil da Xuxa, no dia 17. Da cara de coitada da Adriana Araújo pode se depreender muita coisa, menos que vá assistir à série brasileira da emissora em que trabalha. Está na cara que vão falar da novela da Globo até nos cultos da madrugada. Produto da casa? Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (6/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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