Assunto da semana: O desgoverno de Trump é uma palhaçada


America’s Got Talent de Tyra se mostra chocro e sem graça

NBC/Divulgação


Última coisa a estrear na televisão paga em 2017, a 12ª temporada do America’s Got Talent (Sony, 4ª e 5ª, 20h, 12 anos), agora sob o comando de Tyra Banks, deu uma volta ao passado desta e da jurada Heidi Klum, da época que dividiam as passarelas dos especiais da Victoria’s Secret, ora transformados em shows de horrores. E é no quesito show de horrores que o episódio inicial desta temporada reservou uma pantomima à impopularidade do presidente Donald Trump, que já manteve negócios com a NBC antes da Casa Branca.
Conhecido como o “Trump Cantante”, Jeff Trachta, 59, desagradou em cheio na performance de duas músicas de Bruno Mars, 24K Magic e Uptown Funk. Deixou horrorizada Mel B para quem o Trump de verdade trabalhou na apresentação de duas edições do concurso de Miss Universo – 2008, Nha Trang, e 2013, Moscou. Foi o participante de número 19 da primeira noite da temporada 12 do AGT. A despeito da contrariedade da ex-Spice Girl, o “Trump que Canta” passou para a fase seguinte da competição.
A aparição caricata desse “Trump que Canta” serviu apenas para reforçar a figura caricata e palhaça que Donald John Trump, 71, se tornou após jurar sobre a Bíblia de seus avós paternos respeito à Constituição americana na tarde de 20 de janeiro, ante uma Praça do Capitólio cheia de buracos de gente ante as duas posses de Barack Obama (2009 e 2013). O Trump que chegava à Casa Branca não era mais o Trump do concurso de Miss Universo e do Aprendiz que conheceu Roberto Justus, antes de chancelar a Record TV para um similar.
A presença do “Trump Cantante” no America’s Got Talent apenas endossa o nojo que parcela expressiva da mídia norte-americana, incluindo elementos da NBC que o transmite, tem diante de seus discursos, que mais parecem esquetes do Saturday Night Live. As provocações à Venezuela e Coreia do Norte por si só já alimentaram as mentes de blogueiros e artistas cômicos como Trachta, que usam da chacota seu meio de aparecer na mídia, por mais baixa que a popularidade do mandatário da Casa Branca tenha. Feliz 2018.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (30/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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