Assunto da semana: Andressa, traga os meus sais, por favor!


A Urach é mais interessante que as angels da Victoria’s Secret

Fotos Splash News e Getty Images


Tão gaúcha quanto a Alessandra Ambrósio e a Adriana Lima, Andressa de Faveri Urach, mesmo nunca tendo aparecido no horrendo Victoria’s Secret Fashion Show, veiculado no Brasil inicialmente pelo canal pago TNT na noite da segunda-feira (11), consegue ser mais interessante que essas moças que vergam sutiãs milionários para gerarem pautas da mídia de entretenimento. Nada tenho contra nossa Laís Ribeiro, mas enquanto forma e conteúdo, o VSFS de 2017 conseguiu cansar o telespectador mais que receita de bolo repetida a esmo.
Da superprodução feita na China comunista de capitalismo de aparências nada mais para mascarar a falta de liberdade de expressão lá existente, a edição de imagens e a cinematografia salvam mais a peça publicitária do que a direção de Hamish Hamilton (cerimônias do Oscar e shows de intervalo do Super Bowl). Veiculado pela CBS americana apenas dois dias depois de Demi-Leigh Nel-Peters ter vencido o Miss Universo 2017, o Victoria’s Secret chinês soou pior que o Miss Universo 2011. E dá-lhe atração musical ruim.
Nem o cabelo cortado do Harry Styles do falecido One Direction conseguiu salvar a ruindade que foi o resultado artístico do VSFS 2017: programa chocro, sem graça e sem nada de atraente e importante, a não ser a paisagem chinesa de anteparo para a Olimpíada de Inverno de Pequim em 2022. Detalhe: as gravações do show principal do especial de horrores foram em Xangai e não na capital chinesa. De elegância em elegância, é melhor uma Urach do que duas ou cinco angels que não fazem verão em lugar algum. Nem nas Filipinas.
Sem Bündchen nem Kendall Jenner, o Victoria’s Secret Fashion Show de 2017 virou coisa para ser convenientemente esquecida. Mal dá para emplacar indicação alguma ao 70º Primetime Emmy dada à canseira que seu formato já deu. Foi de sensação inicial de audiência à saturação em uma década e meia de televisão. Saiu dos desfiles de pauta de agência de notícia para preencher telejornal para virar especial de Ação de Graças ou pós-Black Fraude. De Natal, o VSFS não teve nada. Serviu apenas para a clientela. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (16/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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