Fora do comando do concurso Miss Brasil há cinco anos, Nayla Micherif saiu de cena colhendo inimigos entre missólogos e fãs


Vencedora do concurso de 1997 ‘fechou’ suas contas nas mídias sociais

Da redação TV em Análise

Captura de tela/Twitter


Cansada das perseguições que sofreu nos anos que coordenou o concurso de Miss Brasil, entre 2002 e 2011, a empresária mineira Nayla Fernanda Affonso Micherif, 31, resolveu bloquear suas contas nas redes sociais Twitter e Instagram. Filha da empresária Nádia Micherif, Nayla chegou ao comando administrativo do concurso por indicação do então coordenador do Miss Brasil, Boanerges Gaeta Jr., em setembro de 2001. Primeira Miss Brasil eleita pela Singa, empresa dos filhos de Paulo Max, Nayla foi contratada pela Gaeta Promoções e Eventos para exercer o cargo de diretora administrativa e tentar tocar os interesses relativos ao Miss Brasil junto às poucas coordenações estaduais que existiam.
Quando Nayla chegou à direção do Miss Brasil, o concurso elegia, além da representante brasileira para o Miss Universo, as representantes do país para o Miss Mundo, Miss Beleza Internacional e outros dois concursos de menor importância. Em 2002, sem experiência alguma de câmera, Nayla assumiu a apresentação do Miss Brasil, se revezando com vários convidados, até sair da função, em 2011. Ficou um ano na Rede TV! e o resto do tempo na Rede Bandeirantes. Foi na Band que Nayla conseguiu maior visibilidade e arrumou mais inimigos entre missólogos e coordenadores municipais e estaduais. Sob o domo de Nayla, o Brasil amargou o segundo pior aproveitamento por década do Miss Universo – fechou os anos 2010 com apenas 30% de aproveitamento e três classificações.
As brigas de Nayla Micherif com as coordenações estaduais começaram em 2003, quando surgiram acusações de fraude na eleição da Miss Brasil de então, a mineira Gislaine Ferreira, com a faixa de Tocantins. Gislaine acabou entre as 10 semifinalistas do Miss Universo realizado na Cidade do Panamá. Passados 15 anos do episódio, o Tocantins tem coordenação estadual própria e elege sua candidata para o Miss Brasil. Em setembro de 2005, Nayla sofreu seu primeiro revés profissional, ao perder a concessão do Miss Mundo no Brasil para um grupo de missólogos do Paraná, que já estava cansado de seus métodos. Plantava-se a semente do Concurso Nacional de Beleza (CNB).
Entre 2008 e 2009, Nayla e Gaeta foram condenados em processos movidos pela Miss Santa Catarina 2002, Taíza Thonsen, e por uma vencedora do Miss Maranhão, que desconfiava de um esquema para destituí-la do título. No caso de Taíza, a catarinense exigiu o reconhecimento como Miss Brasil 2002 após a destituição da vencedora original, a gaúcha Joseane Oliveira. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou os dois casos em desfavor de Nayla e de Gaeta, que começaram a cair em desgraça.
Nos dez anos que dirigiu o Miss Brasil, Nayla Micherif também foi acusada de favorecer o então coordenador do Miss Rio Grande do Sul, Evandro Hazzy, com a compra do título nacional em favor das candidatas que eram eleitas naquele Estado. O esquema começou com a eleição de Joseane e se encerrou com a de Priscila Machado, em 2011. Vários coordenadores estaduais brigaram com a Gaeta e pediram desfiliação do Miss Brasil válido pelo Miss Universo. Hoje, a Gaeta opera apenas a concessão do Miss Beleza Internacional. Desde que a Gaeta perdeu a concessão do Miss Universo para a extinta Enter, do Grupo Bandeirantes de Comunicação, em setembro de 2011, Nayla fechou suas contas de redes sociais e tem evitado dar entrevistas.
Nayla Micherif foi eleita Miss Brasil 1997 em uma cerimônia pequena realizada no Blue Tree Towers Rio Poty Hotel de Teresina, no sábado, 19 de abril, sem nenhuma repercussão nacional. No Miss Universo 1997, realizado em 16 de maio, em Miami Beach, a mineira de Ubá não se classificou entre as 10 semifinalistas. Apesar do papel vergonhoso na disputa internacional, ganhou da Gaeta o benefício de coordenar os interesses do Miss Universo para o país. Tinha a seu favor a credencial de já ter estado lá. E com isso conseguiu favores de governos para transmissões de concursos estaduais do Miss Brasil e do próprio concurso nacional. Favores esses que passaram pelos presidiários Anthony e Rosinha Garotinho (PR) e Sérgio Cabral Filho (PMDB do Jorge Picciani e do Eduardo Cunha). Os três governaram e arruinaram o Rio de Janeiro no período que Nayla dirigiu o Miss Brasil.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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