Classificação de Monalysa Alcântara faz Brasil superar em Las Vegas aproveitamentos no Miss Universo nos anos 1950 e 1970


Nos anos 2010 até agora, o país conseguiu sete classificações seguidas

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/26.11.2017


A classificação da piauiense Monalysa Alcântara, 18, entre as 10 semifinalistas da 66ª edição do concurso de Miss Universo, realizada no dia 26 de novembro, em Las Vegas, apenas serviu para reforçar o poder de fogo do Brasil no evento, a despeito de ainda não ter conquistado um título nos anos 2010. O feito fez a redação do TV em Análise Críticas reunir em uma única matéria dados que seriam publicados em matérias separadas nos meses que sucederiam à realização do Miss Universo 2017 e antecederão a do Miss Universo 2018, em Lima, no dia 26 de setembro.
O discurso de aceitação da beleza fez a Miss Universe Organization classificar Mona na cota das Américas de forma direta, numa combinação com as decisões tomadas pelo júri preliminar. Em termos numéricos, esse feito fez o país superar a quantidade de classificações verificadas no Miss Universo nas décadas de 1950 (seis consecutivas) e 1970 (seis não consecutivas). Em termos percentuais, a quântica de classificações brasileiras no Miss Universo nos anos 2010 só é inferior às verificadas nas décadas de 1950 e 1960, quando os aproveitamentos foram de 100% e 80%, respectivamente.

MONA RULES
Classificação de piauiense ampliou a vantagem de classificações brasileiras no Miss Universo, aproximando-as das décadas de 1950 e 1960
Década Semifinalistas Aproveitamento (%)
1950 6 100
1960 8 80
1970 6 60
1980 4 40
1990(*) 2 22,22
2000 3 30
2010(**) 7 70
Total 36 57,14

(*)O país não competiu no Miss Universo 1990, realizado em Los Angeles
(**)Até 2017

Proporcionalmente, a classificação de Monalysa Alcântara fez o país superar em qualquer cenário as classificações registradas nas décadas de 1950 e 1970. O país está a duas classificações de, em 2019, fechar os anos 2010 com 90% de aproveitamento no Miss Universo para uma década cheia.

PROPORÇÕES DE CLASSIFICAÇÃO
Década Período Classificações
Miss Universo
Proporção
1950 1954-1959 6 6-0
1960 1960-1969 8 1-4-3
1970 1970-1979 6 4-1-1
1980 1980-1989 4 2-2
1990 1991-1999 2 1-1
2000 2000-2009 3 1-2
2010 2010-2017 7 0-7

Só nos anos 2010, o Brasil emendou sete classificações seguidas uma atrás da outra, desde que sediou o concurso, em 12 de setembro de 2011. A entrada de Monalysa Alcàntara entre as 10 semifinalistas na fase de trajes de gala aliviou uma barra que se arrastava desde 2014, quando a cearense Melissa Gurgel não avançou para essa etapa, em University Park (região metropolitana de Miami).

CLASSIFICAÇÕES POR DÉCADA
Década Período Anos de classificação
1950 1954-1959 1954, 1955, 1956, 1957, 1958, 1959
1960 1960-1969 1960, 1962, 1963(*), 1964, 1965, 1967, 1968(*), 1969
1970 1970-1979 1970, 1971, 1972, 1973, 1975, 1979
1980 1980-1989 1981, 1982, 1985, 1986
1990 1991-1999 1993, 1998
2000 2000-2009 2003, 2006, 2007
2010 2010-2017 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017

(*)Anos que resultaram em título

A classificação de Monalysa entre as 10 semifinalistas reforçou ainda mais o poder de fogo das candidatas brasileiras ao título de Miss Universo nas edições realizadas na América do Norte. De 2012 a 2017, foram quatro classificações em quatro participações, que engrossaram ainda mais uma estatística histórica que vem desde a época em que o concurso era realizado em Long Beach e Miami Beach. Na segunda cidade, o país obteve seus dois únicos títulos de Miss Universo. Fora do território americano, o Brasil viu desperdiçadas chances de título em Dorado (PUR, 1972) e Cidade do México (MEX, 2007).

Região Classificações Participações Aproveitamento (%)
América do Norte 25 35 71,42
América Central 4 9 44,44
América do Sul 2 3 66,66
Europa 2 3 66,66
África 0 1 0
Ásia 1 10 10
Oceania 2 2 100
Total 36 63 57,14

Entre as oito cidades que receberam o Miss Universo mais de uma vez desde que o Brasil começou a participar do concurso, em 1954, o país encontrou em Las Vegas seu quinto melhor desempenho, estimulado pelo ciclo de classificações iniciado em 2011. Na cidade dos cassinos e residências artísticas, as brasileiras acumulam 100% de aproveitamento de classificações entre 2012 e 2017. No entanto, o buraco causado por desclassificações em 1991, 1996 e 2010 prejudica o desempenho do Brasil em edições de Miss Universo realizadas em Las Vegas desde 1991. O Brasil marcou presença em todas as edições do concurso realizadas na cidade. Só com Gabriela Markus o país começou a encarar para o público de Vegas candidatas de ponta.

Cidade-sede Classificações Participações Aproveitamento (%)
Long Beach (USA) 6 6 100
Cidade do Panamá (PAN) 2 2 100
Cidade do México (MEX) 2 2 100
Miami Beach (USA) 10 13 76,92
Las Vegas (USA) 3 6 50
Miami (USA) 1 2 50
Pasay (PHI) 1 3 33,33
Bangcoc (THA) 0 2 0

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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