Assunto da semana: Quero o meu dinheiro do cinema de volta!


Inhumans é exemplo de série de ação feita a fórceps

Marvel Television/ABC/Divulgação/29.09.2017


Na minha modesta opinião, Marvel’s Inhumans (Sony, 3ª, 21h, 14 anos) já nasceu morta antes mesmo da ABC e da empresa de salas de exibição IMAX derem o sinal verde para o maior suicídio financeiro da temporada televisiva americana 2017-2018 entre as cinco principais redes abertas. Em seis episódios já veiculados, Inhumans se mostrou uma decepção tanto em termos de atração de público como de merchandising. A exibição de seu piloto nos cinemas é o tipo de estratégia que televisão e cinema não devem repetir.
Tais quais as invasões arbitrárias das Universidades Federais de Minas Gerais e, mais atrás, de Santa Catarina ordenadas pela Polícia (Política) Federal do Quadrilhão de Temer, Inhumans foi feita pela Marvel para a ABC a toque de caixa. Fez-se um projeto a fórceps. Concebeu-se um projeto de série sem ao menos se pensar nas suas consequências e implicações. No upfront que a ABC realizou em maio, Inhumans foi colocada na Sexta-Feira da Morte. Residiu aí o primeiro (e mais grave) erro de estratégia. Pensou-se na bilheteria.
Sem atores de destaque, Inhumans se destaca apenas pelo conjunto dos efeitos visuais e de sua coordenação de dublês. A coisa para por aí. Não vejo elementos de excelência artística alguma nessa produção, a não ser os de impulso mercadológico, que ao que parece, falharam. O que se tem mostrado desta trama é uma verdadeira forçação de barra para dar temporada completa a uma trama que respira por aparelhos nas medições de audiência da Nielsen Media Research. E o “público-alvo” da trama está vendo o quê? Netflix?
Fracasso de público, crítica e consumo, Marvel’s Inhumans se tornou a maior bomba das redes abertas para a fall-season 2017. Na L.A. Screenings e na MIPCOM, venderam Imhumans como se fosse peixe estragado, o que lamentavelmente esta trama o é. Para a Marvel, a fila de séries tem que andar. Outros oito projetos entre séries novas e renovadas estão sendo tocados pela divisão de televisão do estúdio de quadrinhos. A julgar pelo passo da banda, haverão outros contrassensos de público e crítica. Bom final de semana a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (9/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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