Assunto da semana: A very very very Diana Ross special event


A festa da família Ross no 45º American Music Awards

Kevin Winter/Getty Images/19.11.2017


Não foi uma edição qualquer a de número 45 do American Music Awards, que ocorreu na noite do domingo (19). O palco do Microsoft Theater, em Los Angeles, na prática, não serviu para acolher o caldo de tendências e obviedades frívolas da música pop norte-americana ao longo de 2017. E há uma explicação lógica para tanto: o AMA de 2017, apresentado pela atriz e comediante Tracee Ellis Ross, 45, serviu na prática, para homenagear aquela que a colocou no mundo, a cantora Diana Ross, 77. É coisa que ainda merecerá linhas para explicarmos.
Do início ao fim, a pensata do 45º American Music Awards foi toda, ao menos na parte que coube a Tracee Ellis, dar alguma menção “à minha mãe, Diana Ross”. Foram quatro menções ao longo das três horas e dois minutos da premiação, contando o tempo de paradas comerciais obrigatórias. Não acompanhei os comunicados da organização do AMA, desta vez, mas, no corpo do especial televisivo, fora God Bless America para vítimas de furacões de massacres em festivais, templos e escolas públicas, havia as tintas da obra de Diana Ross.
Nem é necessário recorrer à Janela da Alma do Saramago tampouco às delações do Eduardo Cunha e do Lúcio Funaro para notarmos que, de Tracee em Tracee, o AMA 2017 assistiu a nove trocas de figurino de sua apresentadora. Muito menos recorrer a essa lorota de legado olímpico do Rio para adivinhar para onde o Bruno Mars iria cantar. Ganha um doce quem disser que foi na Central Globo de Produção Paralela, conhecida como Parque Olímpico (ou Arquitetura Nômade que o Crivella herdou da quadrilha peemedebista). That’s I like it.

Kevin Winter/Getty Images/19.11.2017

Nos penduricalhos de Pink na sua caça enquanto artista pela perfeição de ginasta artística, o AMA 2017 assistiu a outra tentativa do ser humano desafiar os próprios limites. Os limites da conciliação da excelência artística com o trapézio da alma, nua janela de hotel da rede JW Marriott. Na flexibilidade e na leveza de Alecia Moore, o 45º ano do American Music Awards fecha sua linha de raciocínio nas curvas sutis de uma chacrete da NASA. A agência espacial americana que Trump já mandou para a bacia das almas. Bom sábado a todos.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (25/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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