Assunto da semana: Un enfant terrible em The Big Bang Theory


Oitentista, Young Sheldon tenta remeter aos cabelões de Lorre

Robert Voets/CBS/Divulgação/25.09.2017


Não estou com esta paráfrase agredir ninguém. Mas, ao escutar quatro ou cinco segundos de Walk of Life do Dire Straits, eu noto de cara um excesso de oitentismo do roteirista Chuck Lorre, 65, idade de Reforma da Previdência, no trato dos textos do piloto de Young Sheldon (Warner, domingo, 21h25, 12 anos). Rebaixou-se Jim Parsons de The Big Bang Theory ao narrador de um falso Globo Repórter sobre o próprio Sheldon Cooper. Isto a despeito de TBBT ainda estar no pacote de direitos do SBT com a Warner. Se é que está.
Vivido por Iain Armitage, da minissérie Big Little Lies, o Sheldon Cooper menino de Young Sheldon parece mais apropriado para receber menções em premiações destinadas ao público infanto-juvenil. Na narração de Cooper por Parsons, aí, sim, pode se ter indicação técnica ao 70º Primetime Emmy. E deve para por aí. Como produção, Young Sheldon, a despeito de não indicado para crianças, parece mais fadado a concorrer como programa infantil e não como série cômica, tal qual Big Bang Theory. É melhor termos prudência.
Em termos de forma e de conteúdo, Young Sheldon não arranca risada alguma. Tem mais ares de documentário, filme biográfico ou coisa que o valha do que série de comédia propriamente dita. Não presta nem para People’s Choice Awards. Nem sei que audiência deu a exibição de seu piloto nos Estados Unidos. Prefiro deixar a poeira da 66ª edição do Miss Universo abaixar um pouco para tratar das coisas com mais calma no que diz respeito ao novo ciclo televisivo americano da temporada 2017-2018, que já me parece meio perdida.
A exemplo de Os Goldbergs, Young Sheldon se patina na narrativa de fim da década de 1980. Fim da década de 1980, e não a década de 1980 como um todo. Mostra uma área urbana do Texas de casas de madeira, cheia de ambientes familiares e estantes com revistas de mulher pelada escondidas. É nessa tônica que Young Sheldon, espero eu, não parar na primeira temporada. Os executivos tanto da Warner (produtora) quanto da CBS (emissora original) deveriam dar um jeito de estender a coisa até os 13 anos. Até sábado.


Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (18/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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