Líder do Bonde do Rolê e fundador do MBL recebeu dinheiro da Petrobras e da Lei Rouanet para atacar símbolos religiosos


Pedro D’Eyrot recebeu R$ 2,5 milhões para se apresentar em festival promovido por braço cultural da quadrilha de Kataguiri

Da redação TV em Análise

Reprodução/Facebook


Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), o músico paranaense Pedro D’Eyrot é acusado de receber R# 2,5 milhões via Lei Rouanet da Petrobras para se apresentar em um festival promovido por uma ONG ligada ao movimento de extrema-direita que patrocinou os protestos que levaram ao Golpe Parlamentar de 2016, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. A denúncia é do jornalista Mauro Donato, em matéria publicada pelo Diário do Centro do Mundo na manhã desta segunda-feira (23).
De acordo com a reportagem, D’Eyrot esteve em Brasília em outubro de 2016 junto com o chefe do MBL, Kim Kataguiri, na reunião que o grupo fascista teve com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato há um ano, pouco depois de ter tido o seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados.
No clipe da música Vida Loka, o Bonde do Rolê de D’Eyrot faz apologia à prostituição, ao sexo grupal e ao tráfico de drogas. Num trecho do clipe, D’Eyrot cospe no rosto de uma garota. No YouTube, o material do clipe é proibido para menores de 18 anos.
Nos shows ao vivo, o Bonde do Rolê leva símbolos católicos ao palco para servirem, de acordo com a matéria do DCM, “em atos libidinosos”.
De acordo com a matéria, o Bonde do Rolê participou do festival Bananada, produzido pela empresa A Construtora Música e Cultura, braço cultural do MBL, que recebeu a verba da Petrobras, via Lei Rouanet.
Militantes do MBL participaram de atos contra exposições de arte, como a mostra Queermuseu, que teve de ser cancelada pelo Centro Cultural Santander, em Porto Alegre, e foi impedida pelo prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella (PRB), de ser montada no MAR (Museu de Artes do Rio), administrado pela Prefeitura da capital fluminense. A turma de Kataguiri e do líder do Bonde do Rolê empunhou de forma indevida a bandeira nacional para atacar as mostras sob a acusação falsa de estarem promovendo a pedofilia e a zoofilia. Muitos de seus integrantes também vestiam camisas da Seleção Brasileira de Futebol nos atos moralistyas, também patrocinados pela TFP (Tradição, Família e Propriedade) e entidades neopentecostais.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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