Por que idiotas e imbecis como Marco Feliciano perderam ao atacar a eleição de Monalysa Alcântara como Miss Brasil 2017


Cegos, surdos, racistas e escrotos

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Maristela Colucci/Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/20.08.2017


A eleição da piauiense Monalysa Alcântara, 18, como Miss Brasil 2017 na madrugada do dia 20 de agosto no Teatro Vermelhos, em Ilhabela (litoral norte de São Paulo) fez mal àquela ala de extremistas da direita mais sórdida que foi à Avenida Paulista com o pato amarelo da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), nas lamentáveis manifestações “contra a corrupção” de 2016 que culminaram no apeamento de Dilma Rousseff da Presidência da República mediante um golpe parlamentar urdido por Eduardo Cunha (preso por ordem do juiz Sérgio Moro), Michel Temer e Romero Jucá, apenas para citar alguns elementos do PMDB que vestiu a camisa da Seleção Brasileira para aqueles espetáculos escrotos de afronta à democracia. As respostas de Monalysa, ex-estudante do Colégio Teresina, foram uma facada nas vísceras dos fundamentalistas do MBL que vandalizaram exposições de arte e continuam a agredir a liberdade de expressão, mesmo aquela exercida por jornalistas livres como este, não alinhado com a corja da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
Se, num primeiro capítulo, a vitória da baiana Raíssa Santana vergando a faixa do Paraná da Espetacularização da Operação Lava Jato que botou na cadeia até mesmo o então presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman, e um ex-diretor da Rede Globo, Leonardo Gryner, diretor de Operações do Comitê Organizador da Olimpíada Rio 2016 agradou à casta do Movimento Brasil Livre e de outros 53 supostos “movimentos contra a corrupção”, no segundo, a vitória de outra nordestina (e ainda por cima piauiense) despertou a raiva dos mesmos fundamentalistas que atacam artistas como Caetano Veloso, Vic Miniz e Fernanda Montenegro, que foram ao Fantástico da Globo defenderem a liberdade de expressão e repudiarem o fundamentalismo de pessoas como Marcelo Crivella e Marco Feliciano, principais expoentes do que de pior há no neopentecostalismo inquisitório pós-redemocratização e pós-PT.
O inconformismo desses imbecis com a condição de extrema pobreza na qual vive a família de Monalysa, na cidade de União (56 km ao norte de Teresina), é digno de boçais e ignorantes que mordem a bandeira do PT e, fantasiados de jornalistas, inquirem a senadora Gleisi Hoffmann, do mesmo Paraná pelo qual Raíssa venceu o Miss Brasil 2016, se o PT acabou após as eleições municipais do mesmo ano. À ums jornalista da Rede Record, Gleisi foi taxativa: “É uma temeridade dizer que o PT acabou”. Da mesma forma que é temerário dizer, com palavras estúpidas, que Monalysa não tem chances no Miss Universo 2017, que acontece daqui a 43 dias, em Las Vegas.
Os idiotas que vão ao Facebook da Organização Miss Brasil Universo postarem palavras de agressão contra Monalysa são pessoas sem amor à Pátria. Quando o tiveram, foi para agredir o PT, seus deputados, senadores, prefeitos, vereadores e governadores, os artistas e intelectuais que se opuseram ao Golpe Parlamentar, incluindo atores de séries aclamadas, como Alan Cumming, de The Good Wife, e as entidades internacionais que atestaram retrocessos no Brasil após a posse de Temer e de seu Quadrilhão – Jucá, Padilha e Moreira Franco, como a OIT e a FAO.

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação

As bestas cibernéticas que deflagraram essa onda xenófoba contra Monalysa esqueceram que Monalysa foi a Porto Alegre se reencontrar com a segunda colocada no Miss Brasil 2017, Juliana Mueller. Ao invés de saudarem esse bonito gesto de integração racial, esses parvos fazem ainda mais acender a chama da raiva dos derrotados da eleição presidencial de 2014, quando Aécio Neves (PSDB) perdeu para Dilma por uma margem apertada de votos. E ainda berraram pedindo recontagem, inventando fraude nas urnas eletrônicas, impondo pautas bomba e infernizando o país como fazem até agora.
Ao invés de saírem ganhando e obter lucro fácil com empresas de laranjas e contas secretas na Suíça e Ilhas Virgens Britânicas, a turba fundamentalista só está é se prejudicando ao incitar esses ataques baixos e rasteiros nas redes contra Monalysa. Faz o Brasil se prejudicar ao invés de se beneficiar na disputa do título de Miss Universo 2017. Quer, na marra, o apoio da Rede Globo de Televisão para jogar o Brasil para um jejum de 50 anos sem títulos de Miss Universo em 2018. Não irão conseguir.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Retórica, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Por que idiotas e imbecis como Marco Feliciano perderam ao atacar a eleição de Monalysa Alcântara como Miss Brasil 2017

  1. Pingback: Para 96% dos leitores do Críticas, a Casa Grande da Senzala deveria aceitar Monalysa Alcântara como Miss Brasil 2017 | TV em Análise Críticas

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s