Apesar de atentado do Mandalay Bay, realização do concurso Miss Universo 2017 segue mantida para o dia 26 de novembro


MUO, FBI e Departamento de Polícia de Las Vegas devem se reunir para discutir reforço de segurança às misses

Da redação TV em Análise

George Rose/Getty Images/13.07.2017


Diretores da Miss Universe Organization, do Las Vegas Convention and Visitors Bureau, da Caesars International (proprietária do Planet Hollywood Resort and Casino) e da WME/IMG deverão ser reunir a partir da próxima semana para discutir reforços do efetivo de segurança para a 66ª edição do concurso de Miss Universo, que acontece daqui a 53 dias, no teatro The AXIS. Serão chamados representantes do FBI (Birô Federal de Investigação, em inglês) e dos Departamentos de Polícia de Las Vegas e Paradise para aumentar o efetivo policial nas áreas que as 90 candidatas esperadas deverão percorrer entre os dias 5 e 27 de novembro, quando as misses retornarão para seus países.
Os representantes da MUO se disseram perplexos com o cenário que se desenhou após o massacre do ACM For a Party Cause, que foi realizado até a noite do domingo (1º) do lado externo do Mandalay Bay Resort and Casino, onde um homem de 64 anos arrebentou com uma marreta duas vidraças de um apartamento do 32º andar para atirar com uma pistola semiautomática em direção à multidão que assistia a uma apresentação do cantor Jason Aldean, 40. 59 pessoas morreram e outras 528 ficaram feridas no maior massacre com armas de fogo da história recente dos Estados Unidos. Protocolos de segurança para grandes eventos adotados desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 estão em estudos avançados para serem adotados durante o Miss Universo 2017.
Durante a realização da final televisionada, no dia 26 de novembro, a MUO observará um minuto de silêncio em memória das vítimas da chacina do Mandalay Bay, hotel que sediou e hospedou os concursos de Miss Universo 2010 e Miss USA 2017. A orientação já foi passada ao apresentador do certame, Steve Harvey, 60.
Parte dos US$ 64 milhões previstos para as despesas de organização do concurso deverá ser destinada ao reforço policial de segurança das misses e do pessoal de produção do concurso, que contará com efetivos da ATF, SWAT, Departamento de Polícia de Las Vegas, Marshalls do FBI e agentes da CIA, que deverão ficar infiltrados nos bastidores do concurso. O objetivo não é proteger uma candidata específica, mas todas as competidoras, principalmente as de países com alta incidência de grupos ou ataques terroristas. Os recursos que forem redirecionados serão compensados por patrocinadores privados.
Rumores sobre um possível adiamento do Miss Universo 2017 para janeiro de 2018 em função do ataque do Mandalay Bay, alardeados por sites filipinos, foram desmentidos.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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