Assunto da semana: Uma partida importante ainda a se decidir


O jogo que Stranger Things e Westworld terão de fazer no Emmy

Incision/Associated Press/10.09.2017


Passada a manada de premiações técnicas do domingo, 10 de setembro, no qual o furacão Irma varreu a Flórida. Westworld de longe se torna a principal série a ser batida na 69ª edição do Primetime Emmy. Com as cinco estatuetas técnicas que recebeu, a trama da HBO vai para a noite principal com sete perspectivas de estatuetas (incluindo a para Anthony Hopkins). É uma possibilidade matemática que assusta até o mais experimentado dos matemáticos. Deve sair com uma leva geral de 12 estatuetas. Mas a coisa não para.
Também com cinco estatuetas técnicas, Stranger Things tem apenas cinco possibilidades de estatueta, todas remotas. Deve parar por aí. Nas duas noites técnicas, 13th saiu com oito estatuetas e parou por aí mesmo. Nas comédias, Saturday Night Live saiu das técnicas com oito estatuetas e deve parar com 10, uma vez que é programa de esquetes. Como produção, está no grupo de variedades. Suas possibilidades ficaram muito limitadas, mesmo 2016 tendo sido ano eleitoral e 2017 começado sob a toupeira de Trump.
É melhor se preocupar com as contas a se fazerem no campo de séries dramáticas, vez que Westworld e Stranger Things pegaram estatuetas correspondentes a sindicatos específicos, aqueles do ciclo de janeiro. Na transmissão que a TNT fizer a partir das 21h, tal preocupação deverá ser atenuada por piadas que o apresentador Stephen Colbert, 53, terá de amansar para não agredir os floridanos e os texanos de Houston. Favor não meter o Steve Harvey no meio por razões óbvias. Desde já, a gente agradece a compreensão deste.
Óbvio, o show tem que continuar e ser tocado da forma que versava a letra de João Bosco e Aldir Blanc para O Bêbado e a Equilibrista, em 1979. Tocado para que se foque mais nas estrelas e seus discursos de aceitação, a menos que a geradora CBS corte um segundo como ocorreu em 2013, quando Merritt Weaver (Nurse Jackie) nem discursou. Culpou a detentora de direitos da NFL e do Emmy pelo transtorno. Deixou para falar na coletiva. No mais, o Oscar do horário nobre promete celebrar a forma e o conteúdo. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (16/9)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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