Eleições de Raíssa e Monalysa como Miss Brasil 2016 e 2017 fizeram aumentar casos de racismo na web, diz SaferNet


Número de denúncias aumentou 42% de 1º de outubro de 2016 a 19 de agosto de 2017

Da redação TV em Análise

Maristela Colucci/Organização Miss Brasil Universo/19.08.2017


A eleição seguida de duas negras como Miss Brasil nos anos de 2016 e 2017 fez aumentar o número de ocorrências de crimes cibernéticos relacionados a racismo e xenofobia regional. De acordo com a organização não-governamental SaferNet, os ataques racistas às misses eleitas para representar o país no Miss Universo cresceram 42% entre a eleição da baiana Raíssa Santana, 22, em 1º de outubro de 2016, e a da piauiense Monalysa Alcântara, 18, no último dia 19 de agosto.
De acordo com a SaferNet, mais de 500 mil páginas racistas foram tiradas do ar graças a denúncias anônimas. Em dezembro de 2016, um perfil colombiano do Instagram chamou Raíssa, eleita pelo Paraná da Operação Lava Jato, de “macaca” e “travesti”. Algumas páginas de redes sociais compararam Monalysa, que vai disputar o 66º concurso de Miss Universo daqui a 76 dias em Las Vegas a empregada doméstica, o que não é ofensa. No entanto, alguns internautas usaram adjetivos bairristas piores e impublicáveis.
A SaferNet é mantida graças a colaboração da Organização das Nacões Unidas, Unicef, Unesco, Unifem e UNHCR, além de contribuições da sociedade civil.
Um projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), apresentado em 2005, pretende tratar ataques de natureza regional como os que foram feitos contra Monalysa em crime inafiançável. A pauta também já tramitou pela Câmara, onde foi aprovado. Relatado pela senadora Regina Sousa (PT-PI), o projeto está em estágio avançado de tramitação.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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