Antes de vitória inédita no Miss Brasil 2017, Piauí teve outras quatro classificações em etapa brasileira do Miss Universo


Em 1983, 1997, 2008 e 2015

Da redação TV em Análise

Fotos Acervo Fernando Bandeira, Miss Roraima, No Rock e Band/Divulgação


Antes da decisão histórica dos jurados de Ilhabela, na madrugada de 20 de agosto, o Piauí teve quatro classificações no Miss Brasil, todas não indo além das 10 ou 15 semifinalistas. Em 1983, Mirza Melo deu ao Estado a primeira classificação na etapa brasileira do Miss Universo numa época em que os piauienses já não assistiam mais ao concurso pela televisão – a única emissora do Estado tinha deixado de integrar a Rede Tupi e se filiado à Rede Globo. Só em 1986, com a instalação de uma repetidora do SBT em Tinon (MA), foi possível torcer pelas misses piauienses, mas não por muito tempo. Cancelado em 1990 por conta do Plano Collor, o Miss Brasil ficou sem televisão em 1991 e 1992. Em 1993, o Estado ficou fora da seletiva nacional para o Miss Universo, vencida pela gaúcha Leila Schuster, única jurada que não votou em Monalysa Alcântara, a eleita daquela madrugada histórica.
Quando o Miss Brasil 1997 ocorreu na capital, Teresina, no dia 19 de abril, a aposta em torno do nome de Lainny de Fátima Holanda era intensa. Tanto que ela acabou classificada entre as 12 semifinalistas. Em 2008, com o concurso realizado em São Paulo, Marinna de Paiva Lima ficou entre as 15 semifinalistas. No tumultuado Miss Brasil 2015, Ana Letícia Alencar, que representou Picos na disputa estadual, repetiu o feito de Marinna. Foi o último feito da gestão de Nelito Marques, desbaratada em fevereiro de 2017 após acusações de injúria racial envolvendo uma candidata ao Miss Piauí 2016.
A eleição de Monalysa Alcântara como Miss Brasil 2017 foi o primeiro grande feito da Rede Bandeirantes na administração direta do Miss Piauí, que encerrou seis décadas de coronelato de colunistas sociais na etapa estadual do Miss Universo. Antes, era eleita Miss Piauí a amiga do amigo do amigo do político tal. Agora, a metodologia de sucesso empregada no Miss São Paulo e no Miss Rio Grande do Sul começa a fincar raízes naquele que já foi o Estado mais pobre do país. A era dos atravessadores chegou ao fim.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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