Confirmação de data e cidade-sede do Miss Universo 2017 passa a depender apenas das assessorias da MUO e da FOX


Coordenações de 95 países e compradores internacionais estão na expectativa

Da redação TV em Análise

Ted Alibe/Getty Images/29.01.2017
Certo mesmo só o Steve Harvey


A tensão das coordenações nacionais e das emissoras interessadas nos direitos de transmissão só tenderá a crescer a partir de agora com a materialização da confirmação de Phoenix (Arizona), como sede da 66ª edição do concurso de Miss Universo, e sua marcação já anunciada aos quatro cantos para o dia 26 de novembro. Desde meados de julho, quando aos negociações com Perth, Paris, Manila e Honolulu fracassaram, a Miss Universe Organization apenas enviou uma carta às 105 coordenações nacionais filiadas ao Miss Universo informando da data. Nada foi publicado em suas redes sociais, tampouco informado através de sua assessoria. O Miss Teen USA de julho passou e, desde então, iniciou-se uma intensa movimentação de negociações para que Phoenix assegurasse a sede da disputa internacional.
Até meados de agosto, o Miss Universo 2017 era o único evento de data pendente entre os quatro principais concursos de beleza do mundo. Paulatinamente, as transmissões dos concursos nacionais, da Nova Zelândia à República Dominicana, reforçavam apenas o que a International Management Group (IMG) tinha dito no comunicado interno: anunciar a data do concurso antes mesmo que saísse o press-release conjunto da dona do Miss Universo com a FOX, rede de televisão geradora do sinal internacional em inglês. Também estão com as unhas roendo os diretores das emissoras nacionais que manifestem interesse em transmitir o Miss Universo 2017 em seus mercados. É aí que reside o cliffhanger da coisa.
Estamos no feriado americano do Dia do Trabalho e a MUO, para antever o que vem por aí, postou uma foto da miss de 2016, a francesa Iris Mittenaere, tomando sol no Central Park nova-iorquino antes de ir para o Arizona assistir a um evento de assinatura de contrato, se é que isso vá acontecer (ou se isto será necessário). A novela da data e da sede do Miss Universo 2017 já passou da metade, caminhando para o happy ending com a cidade de Phoenix. Não há mais tempo para exercer outra opção. É acelerar a realização do 66º concurso de Miss Universo e pronto.
Diferentemente da gestão de Donald Trump (1996-2015), a da empresa de Ari Emanuel trabalha numa clausura de monges e freiras, comandada por Paula Shugart, executiva contratada por Trump para presidir a MUO em 2001. O arranjo diretivo da Miss Universe Organization pensa que os coordenadores nacionais são uns patetas. Tão patetas quanto Steve Harvey, apresentador já assegurado para o concurso deste ano. Foi Harvey que assumiu mea cxulpa no Fantástico da Globo ante Álvaro Pereira Junior e Ariadna Gutierrez pelos pecados do Miss Universo 2015, que enraiveceram a torcida colombiana. Foi Harvey quem também se desculpou pelo ocorrido com a vencedora real na papeleta de 2015, Pia Wurtzbach, no mesmo show da vida que a Globo agora transformou em Show de Horrores do Coronel Lima e do Lúcio Funaro para derrubar o presidente sem voto Michel Temer, o “ladrão geral da República”, delatado pelo dono da JBS, Joesley Batista.
Entre tantos encontros e desencontros de informações, fora as candidatas eleitas ou a eleger, só uma coisa está certa para o Miss Universo 2017: o careca do Steve Harvey. O resto vai depender da consolidação das assessorias da MUO e da FOX. Na MIPCOM de Cannes, a ser realizada de 16 a 19 de outubro, no Palácio dos Festivais, a WME/IMG (assim cadastrada na relação de exibidoras) vai tentar vender o peixe do certame às emissoras que estiverem na ânsia de transmiti-lo.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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