Assunto da semana: Ilhabela, São Paulo, 19 de agosto de 2017


A crônica de uma semana histórica no concurso Miss Brasil

Maristela Colucci/Organização Miss Brasil Universo/Divulgação/19.08.2017


O dever da pauta me chamava para tratar das seis indicadas ao 69º Preimetime Emmy de atriz em série dramática – Viola Davis, Claire Foy, Elisabeth Moss, Keri Russell, Evan Rachel Wood e Robin Wrighr. Não fosse a reação e contrarreação de indivíduos e pústulas em redes sociais à vitória emblemática de Monalysa Alcântara no Miss Brasil 2017 do último sábado (19), eu não estaria aqui falando do concurso de beleza, mas da contrição na categoria do “Oscar do horário nobre americano”. Essa foi uma semana carregada demais para tanto.
Antes mesmo da acolhida da 63ª representante brasileira do Miss Universo em casa, já me sentia pronto para falar do ambiente de disputa para a área de atriz dramática do Emmy. Mas toda a loucura que foi a apuração de matérias e informações no blog TV em Análise Críticas subsequente ao concurso me fez rever planos inicialmente pensados. Vou deixar para a semana que vem, se é que vai ter tempo. Mas vai dar certo sim. A Katy Perry e as roupas extravagantes de A ou B no VMA vão me dar uma preciosa ajuda para eu trabalhar.
Justificativa posta, eu não tenho muito a discutir do concurso Miss Brasil 2017 enquanto show televisivo. Desde 2015, a etapa brasileira do Miss Universo se tornou uma tenda de televendas se contrapondo à dinâmica de um passado não muito distante. Era 1986 e meu primeiro ano que vi Miss Brasil na televisão. Na xepa do sábado, 19 de agosto de 2017, não posso reclamar do Cássio Reis enquanto condutor da cerimônia. Moldaram o script para que a miss que saía Raissa Santana do Paraná da Lava Jato dividisse palco em alguns pontos.
Não estamos numa gigante Charlotesville, é verdade. Tanto é verdade que a única supremacia branca no Brasil se resume a comercial de sabão em pó e discursos tortos de alguns imbecis travestidos de entertainers. Era gente dessa estirpe que tentava desqualificar Monalysa de todas as formas e verbos, apelando para a mais sórdida agressividade. Tão sórdida quanto os discursos de um ex-dono do Miss Universo, Donald Trump, no domo de seu cargo de presidente dos Estados Unidos da América do Norte. Bom final de semana a todos.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (26/8)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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