Assunto da semana: Coisas para rir e chorar de tanto não rir


Apesar de renovação, 69º Emmy de comédia para Tambor é inevitável

Amazon Studios/Divulgação


É notável como a presença de Jeffrey Tambor no quadro de indicados ao 69º Primetime Emmy na categoria de melhor ator em série cômica ofusca até mesmo as ditas “novidades” de Donald Glover (Atlanta) e Zach Galifianakis (Baskets). A força da interpretação de Tambor como uma transexual em Transparent de já assegura alguma chance certa de vitória entre o júri final. Mas tal coro de “já ganhou” deve ser evitado ao extremo. Até 17 de setembro, ainda há muita água para rolar entre apostas e apostas.
E por que Galifianakis e Glover figuram como cerejas de bolo e arroz de festa na categoria? No caso de Donald Glover, a indicação foi mais na onda dos críticos, que laurearam sua atuação mais pela excelência artística de página de jornal e site especializado do que pela capacidade de Atlanta atrair telespectadores. É programa para intelectual assistir. É comédia feita para e concebida por intelectuais. Baskets, na sua via, dá a Zach o privilégio que o coadjuvante Louie Anderson teve no ano passado, com direito a estatueta de saída.
De Anderson, Louie, para Anderson, Anthony, muda-se um pouco o tom da coisa. Na mão de Anthony Anderson (Black-ish), a terceira indicação como ator principal e a segunda na condição de produtor-executivo. Black-ish cresceu como produção para disputar a categoria principal, mas essa é outra história. Queridinho no NAACP Image Awards, Anthony Anderson não é lá essas coisas para uma disputa já cantada no “Oscar do horário nobre americano”. Mas como probabilidades são probabilidades, é melhor diminuir o caldo.
Fechando o grupo, Aziz Ansari, outro amadinho dos intelectuais por sua atuação em Master of None, carrega para esta edição do Primetime Emmy além de atuação, indicações como produtor-executivo (ver Anthony Anderson) e roteirista (saiu de uma vitória no ano passado). É aí que está o ponto forte de Ansari, ex-Parks and Recreation. Do sexteto de indicados, Ansari é o que menos impressiona. Não pelo fato de sua série ser do Netflix, mas pelo fato de sua atuação passar apagada ante os mais leigos. Bom final de semana.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (12/8)

Anúncios

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Premiações, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s