Polishop tira da Band direitos de mídias digitais do Miss Brasil


Site oficial de etapa brasileira do Miss Universo pertence agora à empresa de comércio eletrônico

Da redação TV em Análise

Organização Miss Brasil Universo/Divulgação


Último reduto da Band na área de concursos de beleza, o site oficial do Miss Brasil não pertence mais à emissora. Desde o dia 1º, a página oficial da etapa brasileira do Miss Universo pertence à Be Emotion, marca de cosméticos da Polishop, administradora do concurso desde 31 de outubro de 2015. No entanto, a atualização da mudança só foi feita no Facebook oficial da Organização Miss Brasil Universo no início da tarde desta sexta-feira (10).
Na prática, a mudança significa o fim de 14 anos de dominação da Band na cobertura do Miss Brasil nas mídias digitais. Entre 2003 e 2011, a emissora partilhou esses direitos com a Gaeta Promoções e Eventos antes de assumir através da extinta empresa Enter Entertainment Experience a organização do concurso, em 2012. A entrega dos domínios virtuais do Miss Brasil pode estar abrindo caminho para uma saída futura da Band da transmissão do Miss Brasil, que não deve ocorrer antes de 2020, quando acaba o contrato de transmissão. A Polishop também anuncia no SBT, Rede TV! e Record, emissoras que já transmitiram o Miss Brasil em diferentes ocasiões.
Antes de assumir efetivamente a posse do site do Miss Brasil, a Polishop já usava o site próprio do Miss Brasil apenas para a inscrição das mais de 600 candidatas que concorreram aos 27 concursos estaduais. No período de transição, a Band continuou a publicar notícias dos concursos estaduais com alguma regularidade, mas o avanço das coberturas de mídias sociais forçou a emissora a colocar um pé atrás nas coberturas dos concursos do ciclo do Miss Brasil 2017, assumidas em parte pelas coordenações estaduais.
A mudança, é consequência da postura adotada pela Polishop na divulgação do concurso Miss Universo 2016 através de suas mídias sociais e sites, ao mesmo tempo que a Band não dedicava espaço algum ao concurso em seus telejornais. No entanto, a mudança nos direitos de exploração digital do Miss Brasil não deve afetar o contrato vigente de transmissão do Miss Universo com a Band, válido também até 2020, que abrange TV aberta. Os direitos de TV fechada permanecem com o canal TNT, através de acordo pan-regional.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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