Em Ilhabela, 14 coordenações tentam quebrar jejum de títulos no Miss Brasil 2017, enquanto Paraná tenta vitória seguida


O jejum mais longo pertence ao Amazonas, que não vence há 60 anos

Da redação TV em Análise

Miss Universe Organization/Divulgação/01.10.2016


A dois dias do início do confinamento das 27 candidatas, a 63º edição do Miss Brasil já assiste a um mar de números no que diz respeito aos jejuns de títulos das 15 unidades da Federação que já enviaram representantes do país ao Miss Universo de 1954 a 1989 e desde 1991. O mais longo deles pertence ao Amazonas, que não vence o concurso desde 1957, curiosamente, na última vez que o Miss Brasil foi realizado fora de uma capital de Estado. O concurso ocorreu em Petrópolis (67 km ao norte do Rio de Janeiro) desde sua criação, em 1954.
Sem vencer no concurso nacional há 60 anos, o Amazonas tenta apostar suas fichas em Juliana Soares para ao menos ter uma classificação entre as 12 semifinalistas. É o que mostra a avaliação pré-embarque que o TV em Análise Críticas divulgou após o último concurso estadual, realizado em 15 de julho, no Piauí.

Arte/TV em Análise Críticas

Muito atrás do Amazonas, o Rio de Janeiro aparece com o segundo maior jejum de títulos de Miss Brasil. Desde 1981, o Estado de Isabel Correa não consegue um resultado que o coloque entre as principais forças do concurso nacional. Em anos recentes, o máximo que conseguiu foram classificações secas entre as 10 ou 15 semifinalistas. Correa aparece na 11ª colocação do pré-embarque, seguida de Juliana Soares. Juntas, as candidatas do Amazonas e do Rio tentam acabar com um calvário que se arrasta há mais tempo para suas candidatas na etapa brasileira do Miss Universo. É uma situação que preocupa.
O terceiro maior jejum de títulos de Miss Brasil vem de um Estado da região Norte, o Pará, que não emplaca a representante brasileira no Miss Universo desde 1982. Há 35 anos também começava a modesta coletânea de títulos do Canadá no Miss Universo – o último deles foi em 2005, em Bangcoc. Em nenhuma oportunidade, o Canadá sediou o Miss Universo – esteve perto em 1984 e 1985, quando perdeu as sedes para Miami, tampouco conquistou seus títulos nas vezes que o concurso ocorreu nos Estados Unidos. O primeiro título do país foi em Lima, Peru.
Com o quarto maior jejum de títulos, o Distrito Federal tentará consertar em Las Vegas uma injustiça cometida contra Jacqueline Meirelles em Cingapura. Em 1987, a cuiabana adotada pela capital federal vencia na contagem de pontos a candidata de Goiás – mesmo expediente ocorrido em 1981 e 1982. O quinto maior jejum pertence a São Paulo, que não vê um título nacional desde 1994. Caberá exatamente a Karen Porfiro, líder de ponta a ponta de todas as avaliações parciais e do pré-embarque, acabar com essa escrita.
Com o concurso marcado para acontecer em Ilhabela (202 km a sudeste de São Paulo), é muito provável que uma vitória de Karen aqueça a já conturbada polêmica em torno de sua origem – é mineira da cidade de Timóteo. É evidente que o rancor bairrista (e higienista) de uma casta de missólogos ávidos por aparecerem e quererem mídia a todo custo acabe, ao final das contas, por beneficiar Karen caso vá ao Miss Universo 2017.
Nos lados do Estado que detém o título mais recente de Miss Brasil, o Paraná da Mala do Rocha Loures do Osmar “Carne Fraca” Serraglio tem em Patricia Garcia uma chance improvável de classificação. Terá de depender e muito da avaliação que o júri técnico der no desfile reservado de traje de banho, na terça-feira anterior ao concurso do próximo dia 19, no Teatro Vermelhos. No pré-embarque, Patricia ocupa uma preocupante 22ª colocação. Talvez o histórico irregular de classificações recentes do Paraná no Miss Brasil deponha contra ela. Nos últimos dez anos, o Paraná só não conseguiu classificação em 2012.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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