Assunto da semana: Rivalidades e pequenas mentiras à vista


A interessante quadra feminina do 69º Emmy de minissérie

Fotos FX e HBO/Divulgação


Por mais que tentem apontar outras opções, a quadra formada por Jessica Lange e Susan Sarandon (Feud: Bette and Joan) e Reese Witherspoon e Nicole Kidman (Big Little Lies) é a que mais dá importância às áreas de atuação principal em minissérie ou telefilme do 69º Primetime Emmy. E o inocente útil vem me perguntar: você não vai falar do Geoffrey Rush naquela competentíssima interpretação de Einstein em Genius? Não vem ao caso, como diria o “filósofo” Sérgio Moro que botou na cadeia o carrasco da presidenta Dilma Rousseff.
Mas o que diabos tem a ver discussão da babá do Michelzinho com essa coisa de Emmy? Simples: mande para o saco Carrie Coon (Fargo) e Felicity Huffman (American Crime) e se atenha ao surto psicótico de Joan Crawford ao ouvir pelo rádio que perdeu um papel para Bette Davis a ponto de descontar na pobre Mamacita (Jackie Hoffman) a insatisfação com os infiéis do PSDB e da base aliada, Tiririca incluso, que alegaram “razões de ética e cidadania” para despacharem a denúncia contra Temer no Jornal Nacional.
Na altercação de clínica que deu indicação ao Emmy a Jessica e Jackie, Joan na versão Jessica tem muito do decrépito Temer ao arremessar uma bandeja contra a parede. Os surtos de Joan na ficção muito se assemelham aos chiliques presidenciais após a delação da JBS. Nos gritos de Joan regados às lágrimas que levariam à doença que a mataria em 10 de maio de 1977, em seu apartamento de Manhattan, há muito da competência artística que Lange tem mostrado nas indicações e vitórias no Emmy após American Horror Story, em 2012.
Do lado de Sarandon, sua interpretação como Bette Davis rememora de forma direta a rivalidade que Matt Damon e Michael Douglas tiveram na disputa de votos de ator em minissérie ou telefilme no Primetime Emmy de 2013, por Behind the Calndelabra, sobre Liberace. A inclusão de Sarandon e Lange ao lado de Kidman e Witherspoon nessa área deve ter sido uma das razões pelas quais a programadora Turner tirou e Emmy do Warner Channel (de séries) para a TNT (mais especializada em eventos especiais). Bom final de semana.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (5/8)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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