Em 65 anos, concurso de Miss Universo teve nove coroas e disputa judicial com tchecos pode levar ao 10º modelo


Modelo mais duradouro foi da joalheria Sarah Coventry, que ornou as cabeças de nossas duas únicas misses

Da redação TV em Análise

Fotos Miss Universe Organization/Divulgação


A disputa judicial entre a WME/IMG e a empresa tcheca Diamonds Internacional Corporation (DIC) pode obrigar o concurso de Miss Universo a adotar uma nona mudança no modelo de coroa a ser usada na edição de 2017, prevista para 17 de dezembro, em Las Vegas. Desde que o concurso foi criado em julho de 1952, 65 misses usaram nove modelos de coroa. O mais duradouro foi o da joalheria americana Sarah Coventry, usado de 1963 (Ieda Maria Vargas, BRA) a 2001 (Denise Quiñones, PUR). Antes disso, se alternaram quatro modelos. O primeioro deles pertencia à família imperial russa Romanov, usado apenas por Armio Kuusela (FIN), em 1952.
Antes da Sarah Coventry entrar na área, foram usados outros três modelos. O segundo deles, usado pela francesa Christiane Martel, apenas em 1953, consistia em uma base de bronze metálico. De 1954 (Miriam Stecenson, USA) a 1960 (Linda Bement, USA), foi usado o modelo Star of the Universe, que possuía 1.000 pérolas negras orientais e valia US$ 500 mil. Em 1961 (Marlene Schmidt, GER) e 1962 (Norma Nolan, ARG), foi usada a thinestone crown, que possuía uma pedraria no seu topo.
A gaúcha Ieda Vargas foi a primeira a usar o modelo de coroa do Miss Universo desenvolvido pela Sarah Coventry, que mostrava o símbolo de então do certame no seu topo. A última brasileira a vencer o Miss Universo, a baiana Martha Vasconcellos (1968), também usou o modelo dessa empresa. Em 2002, o modelo da Sarah Coventry foi aposentado e deu lugar ao usado pela japonesa Mikimoto. Em 2008, a CAO Fine Jewelry aproveitou a realização do Miss Universo no Vietnã e desenvolveu um modelo que apenas Dayana Mendoza (VEN) usou. De 2009 a 2013, foi usada a Coroa da Paz, criada pela americana Diamond Nexus Labs. O modelo da DIC, que orna a cabeça da francesa Iris Mittenarere, 24, desde o dia 30 de janeiro, é baseado na Torre da Liberdade, erguida no lugar do World Trade Center de Nova York.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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