Após prisões e destituição da miss de 2016, participação da Dinamarca no Miss Universo 2017 está ameaçada


Christina Mikkelsen é acusada de integrar esquema de lavagem de dinheiro

Da redação TV em Análise

Fotos Instagram/Christina Mikkelsen e AFP/Getty Images


A prisão de diretores da organização Face of Demnark, no início de fevereiro, pode ameaçar seriamente a participação da Dinamarca na 66ª edição do concurso de Miss Universo, previsto para 17 de dezembro, em Las Vegas. De acordo com relatos de emissoras e jornais locais, a vencedora do título de Miss Universo Dinamarca 2016, Christina Mikkelsen, teve o título cassado após as acusações de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro na Guiné Equatorial terem se tornado públicas em uma das principais emissoras do país.
De acordo com os relatos, Mikkelsen e um ex-namorado que foi preso estariam integrando o esquema de lavagem de dinheiro em uma firma de iates. O namorado de Christina é filho de um ex-ditador africano, que teria usado US$ 100 milhões em contas na Suíça. O iate de Teodorin Obiang foi apreendido na Holanda em dezembro de 2016.
De acordo com o perfil especializado Pageanthology 101, Mikkelsen estaria também envolvida em um esquema interno de corrupção na Face of Demnark, que consistia no envio de fotos de biquíni para o celular pessoal de um dos diretores. Desde que o escândalo veio a público, a Face of Demnark perdeu a licença para representar a Miss Universe Organization na Dinamarca. As redes sociais da empresa estão fora do ar.
Em sua rede social, no entanto, Mikkelsen diz ser vítima de uma chantagem feita pelo diretor do Miss Universo Dinamarca, John-Paul Hamilton, que a teria pressionado a perder seis quilos para disputar o Miss Universo 2016, realizado no dia 30 de janeiro, em Pasay (região metropolitana de Manila). O pai do namorado de Mikkelsen preside a Guiné Equatorial e tem o filho da Miss Universo Dinamarca 2016 como vice-presidente.
Caso a Dinamarca não tenha uma nova coordenação nacional até o final do mês, o país corre o risco de ficar fora do Miss Universo pela 16ª vez. Em 49 participações no Miss Universo, a Dinamarca obteve oito classificações, o que equivale a um aproveitamento de 16,32%. A melhor classificação do país foi o segundo lugar de Aino Korwa, em 1963.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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