Assunto da semana: Sete homens em busca da estatueta


A grande depuração no 69º Emmy de ator em série dramática

Fotos NBC, HBO, AMC, FX, Showtime e Netflix/Divulgação


Entre 139 artistas inscritos, sete conseguiram as indicações ao 69º Primetime Emmy na categoria de melhor ator em série dramática. Entre 140 submissões, sete foram indicadas ao 69º Primetime Emmy na categoria de melhor ator em série dramática. A prosopopeia que se desenhou para esta categoria serviu também para que o júri do SAG-AFTRA incrustado no corpo de votantes da Academia de Televisão soubesse separar o que é excelência artística do que é mera insignificância em termos de atuação principal. Não serão aceitas reclamações.
Nesse verdadeiro Tour de France de submissões, Sterking K. Brown, indicado no ano passado por American Crime Story: O.J. Simpson entra na sua segunda indicação. A acolhida crítica na minissérie colocou-o em This is Us, também representada por Milo Ventimiglia (Heroes). Retirando-se outras contas a serem apuradas mais à frente, esta é a nova série dramática da temporada 2016-2017 que devolveu à televisão aberta a reputação perdida para o cabo e o streaming no cabo de guerra violentíssimo nesse campo de indicações.
No entanto, olhando para o restante das indicações de ator em série dramática, vem a preocupação: quatro dos indicados vem de produções de canais pagos, daí o fato de a HBO puxar o coro para Westworld e a maestria de sir Anthony Hopkins, do Oscar lhe concedido em 1992 por O Silêncio dos Inocentes. O benefício para Hophkins é a ausência dos vencedores do Golden Globe e do SAG Awards nesse segmento, Billy Bob Rhornto (Goliath) e John Lithgow (The Crown). Vai dar uma canseira enorme para o grupo final de votação.
Ainda no grupo dos canais pagos, temos os “heróis da resistência” Liev Schreiber e sua eterna tentativa por Ray Donovan, Bob Odenkirk idem por Better Call Saul e Matthew Rhys, de The Americans, o qual não pode ser chamado de aventureiro em termos de indicações. Parceiro de Keri Russell na cena, Rhys tem sido o nome mais lembrado em premiações de associações de críticos de televisão em 2014 e 2015, massa acabava sempre escamoteado do Emmy. No streaming, temos Kevin Spacey (House of Cards). Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (22/7)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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