Assunto da semana: A ignorância é tão bela como o desprezo


Exclusão de concursos de misses do 69º Emmy era esperada

Erik de Castro/Reuters/30.01.2017


Não foi desta vez que um dos três concursos de beleza mais importantes dos Estados Unidos conseguiu indicação ao Primetime Emmy. Ao checar as listagens de indicados no site oficial da Academia de Televisão, no início da tarde da quinta-feira (13), veio a decepção. Jogaram-se fora os esforços da Miss Universe Organization, da WME/IMG e da FOX em fazerem lobby junto aos grupos de votação das áreas de especial de variedades, direção de arte, direção e trabalho de câmera/direção técnica em especial de variedades. Triste.
Desde que passamos a acompanhar submissões ao Primetime Emmy em 2013, notamos que os concursos da Miss Universe Organization evoluíram do gesso imposto pelos padrões da Organização Trump para o nivelamento da IMG, gerenciadora de direitos internacionais de eventos esportivos e também do Miss Universo e do Miss USA. Depois dos eventos do ciclo do Miss Universo 2015, percebemos qual era o intento da presidenta Paula Shugart: promover as virtudes dos concursos a seus pares, que lhes deram às costas.
A lamentável demonstração de desprezo dos membros do Producers Guild of America que votaram na categoria de especial de variedades apenas denota a falta de respeito do sindicato dos produtores para com sua filiada, que integra os quadros da Miss Universe Organization desde 1998. Paula Shugart é gente do meio que emplacou indicações ao Oscar e ao Grammy. Não se deve manchar uma biografia com esse show de desprezo e desrespeito. É uma afronta à indústria dos concursos de beleza enquanto especiais televisivos.
Ainda no campo dos concursos de misses, foi um erro gravíssimo a ABC submeter o Miss América 2017, realizado em setembro passado, em Atlantic City, na categoria de reality de competição e não de especial de variedades ou programa de classe especial. Sua exclusão do quadro final de indicados era esperada. Não dá, no bom senso, para conceber concurso de beleza algum como reality. Em termos industriais, concurso de miss é evento de premiação, tal qual o Grammy, o Oscar, o Golden Globe. Não se deve brincar com a inteligência. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (15/7)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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