Assunto da semana: Todas as mulheres do horário nobre


A maratona das submissões ao 69º Emmy de atriz em drama

Fotos NBC, CBS e Netflix/Divulgação


O leitor pode até estranhar, mas a quantidade de atrizes inscritas ao 69º Primetime Emmy na categoria de melhor atriz em série dramática impressiona até mesmo o mais simplório observador de maratonas esportivas e Voltas da França. De Jennifer Beals a Jennifer Lopez e Marcia Gay Harden a Claire Foy, a penca de estrelas que tentam seis indicações nesta categoria de atuação é variada. Pega gente que venceu alguma coisa no ciclo de premiações da mid-season de janeiro último. Lopez (Shades of Blue) e Foy (The Crown) inclusas.
A colocação de seis artistas nas áreas de atuação em série no Primetime Emmy não é exclusividade dos dramas tampouco de suas atrizes. Vale também para os atores tanto de drama e comédia e para os atores em séries dramáticas. É natural que, a uma semana do anúncio formal das indicações, ânimos se acirrem em listas de desejos que pouco reflete a realidade dos fatos. A temporada televisiva americana 2016-2017 pouco produziu de novo, exceto no streaming e em canais pagos. E é na força de Claire Foy que se tenta apostar.
Beneficiada pelo Golden Globe e pelo SAG Awards, Foy, 33, deve ser uma das opções a serem lembradas em caso de uma provável indicação. Obviamente, a conta não deve pegar em atrizes de produções que estrearam a partir de 1º de janeiro. Beals, de Taken, está nesse escopo. Não vejo possibilidade alguma de indicação a não ser que haja um “fator X” que beneficie a ela tanto quanto Jennifer Lopez, mais lembrada por trabalhos musicais do que de atuação. Ainda precisa evoluir um pouco na maturação enquanto atriz de série roteirizada.
Da parte de Marcia Gay Harden (Code Black) restará o consolo de servir de plateia para um pelotão que, em tese, parece claramente definido de Taylor Schilling (Orange is the New Black) a Viola Davis (How to Get Away with Murder) e Claire Danes (Homeland). Não dá para jogar torcida para um dos lados enquanto o outro parece ter a claridade de sua definição. Não adianta jogar a coisa contra o patrimônio. A história das duas últimas edições do Primetime Emmy mostra bem em que contexto a coisa se deve encaixar. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (8/7)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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