Assunto da semana: Selina Meyer, Veep e mais do mesmo


Submissões de comédia do Emmy são a quântica do essencial

HBO/Divulgação/16.04.2017


Às vistas com as listinhas de submissões de minisséries e telefilmes, a área de série cômica do 69ª Primetime Emmy tem no seu caldo de submissões 104 produções novas renovadas e encerradas nas mais variadas formas de se fazer televisão de horário nobre nos Estados Unidos. Sem rivais à altura para Veep, vencedora do ano passado, não vejo nenhuma nova força capaz de tirar o projeto de Julia Louis-Dreyfus do ponto mais importante. A maioria as produções submetidas está lá para servir de confeito de festa. Olhe lá.
Numa semana cheia de preocupações com esse ou aquele detalhe do ciclo de misses, fica cada vez mais improvável colocar no palheiro de indicados qualquer coisa que não seja Girls, Silicon Valley e Vice Principals. O peso dessas produções da HBIO é altamente importante para mensurar a que ponto deve chegar o rosto da disputa a ser revelar no começo da tarde da quinta-feira, 14 de julho, no Saban Media Center, em Los Angeles. São 104 submissões a tapa para apenas sete ou oito indicadas. Muita coisa boa corre risco.
Vocês durante anos se acostumaram a ver no grupo de indicados produções de tevê aberta como Modern Family, The Big Bang Theory e, mais recentemente, Black-ish. O terreno para as redes abertas nesta edição do Primetime Emmy, marcada para o dia 17 de setembro (para esta categoria) deve parar por aí. É coisa que deve ficar no meio a meio, sem espaço para coisas da Netfilx – ela que se contente com seus dramas. Do novo ciclo das redes, nada é servível em termos de excelência artística. Falo do ciclo 2016-2017, para ser claro.
Um sinal claro de desgaste das redes abertas para emplacarem alguma coisa no Emmy de comédia, ao menos na área de produção, está na pobreza dos discursos de Kevin Pode Esperar, Chefe da Casa, Fuller House e outros chavões de críticos que fingem que vem, mas no fundo só falam, falam, falam e nada escrevem. Essa e a puntata que mais me irrita em meio a esse teatro de horrores de reformas de um desgoverno que está morrendo por afogamento nas pesquisas do Datafolha e do Ibope/CNI. Bom final de semana a todos.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (1º/7)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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