Há 20 semanas, Iris Mittenaere era eleita Miss Universo 2016


Vitória de francesa reacendeu interesse de europeus pelo concurso

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Ted Alibe/Getty Images/29.01.2017


A eleição da francesa Iris Mittenaere, 24, como Miss Universo 2016 na manhã de 30 de janeiro, em Pasay (região metropolitana de Manila) reinseriu a Europa no mapa de vencedoras do Miss Universo depois de 14 anos. A última vitória de uma europeia no concurso ocorreu em 29 de maio de 2002, em San Juan (Porto Rico), quando a russa Oxaa Fedorova levou o título diante de 74 competidoras. Mas Oxana não aguentou muito tempo: no dia 29 de agosto, perderia o título para a panamenha Justine Pasek, segunda colocada na disputa. Apesar da queda, o título de Miss Universo 2002 permaneceu nas mãos de uma europeia – Pasek nasceu em Kharkiv (Ucrânia), sob o nome de Yostin, mas acabou virando Justine depois que os pais migraram para a Polônia.
As duas primeiras vencedoras do Miss Universo nasceram na Europa – a finlandesa Armi Kuusela (1952) e a francesa Christiane Martel (1953). Desde então, o Velho Continente assistiu a mais nove vitórias no concurso antes de Oxana. A antecessora de Iris, Pia Wurtzbach, nasceu em Stuttgart, na mesma Alemanha que dera Marlene Schmidt como vencedora do concurso de 1961, em Miami Beach. Já nas Filipinas, Pia cresceu em Iligan e Cagayan de Oro antes de seguir a carreira que daria o título de Miss Universo à 12ª europeia, porém sem defender um país europeu.
O fato de Pia ser alemã por parte de pai reacendeu um interesse que a mídia europeia mantinha oculto sobre o concurso de Miss Universo desde a vitória da norueguesa Mona Grudt, em Los Angeles, no dia 15 de abril de 1990. A passagem da coroa para a francesa Iris Mittenaere representou um simbolismo de que é a Europa é quem manda no Miss Universo em certas ocasiões. Em 31 de maio de 2005, Natalie Glebova colocou a cidade de Tuapse, no litoral russo do Mar Negro, no mapa das vencedoras do Miss Universo. Ao mesmo tempo, de forma indireta, Glebova, eleita pelo Canadá, reparou para os russos a injustiça que Fedorova sofrera três anos antes.
A vitória de Iris Mittenaere no Miss Universo levou uma multidão às ruas de Lille (225 km ao norte de Paris) na manhã de 19 de março para saudar sua filha mais ilustre. Ao mesmo tempo, começaram movimentações discretas para que Paris ou alguma outra cidade francesa leve a sede do Miss Universo 2017. A desistência oficial de Manila, anunciada na quinta-feira (22), deve reacender de forma profunda esse interesse, a começar da coordenadora do Miss França, Sylvie Tellier, que competiu no Miss Universo de Oxana e Justine. A intenção de Tellier é usar o Miss Universo 2017 como aquecimento para o Miss França 2018, marcado para o dia 16 de dezembro. No entanto, a candidatura da França para sediar o Miss Universo 2017, assim como a da Austrália, é apenas verbal.
Em 20 semanas de reinado, Iris Mittenaere saiu de Manila para Nova York e de lá já viajou para França (duas vezes), Indonésia (duas vezes), Haiti, Ilhas Cayman e Equador. Atendeu a compromissos de caridade e fez uma ponta discreta como dançarina de um espetáculo do Cirque du Soleil na abertura do Miss USA 2017. Dentro dos Estados Unidos, Iris viajou para Las Vegas, Los Angeles e Miami. Em setembro, Mittenaere irá para o Peru, atender à etapa nacional do Miss Universo. Desde sua coroação, já se passaram 142 dias de um total de 321 previstos para um dos reinados mais curtos da história.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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