Sem equipe de Cloves Nunes, concurso Miss Distrito Federal perdeu seu Lago Norte e Sul para o ciclo do Miss Brasil 2017


Ausência do antigo coordenador já se faz sentir no âmbito da coordenação nacional do Miss Universo

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Jornal de Brasília/Arquivo
1963-2017


Desorientação, tristeza, desmotivação, Desde o dia 8 de março esses tem sido os sentimentos mais fortes que tem abalado toda a cúpula da antiga coordenação do Miss Brasil no Distrito Federal. Como se sabe, a Organização Miss Brasil Universo, joint venture da Polishop, Grupo Bandeirantes de Comunicação, Ford Models e IMG Universe, assumiu em caráter de emergência a promoção do que sobrou do projeto do Miss Distrito Federal 2017. O inventário do ex-coordenador do Miss DF ainda não foi levantado, mas se sabe que a licença do Miss Brasil Universo na capital da República deverá, a partir de 2018, entrar ma política de demarcações de coordenações engendrada pela Polishop, baseada no modelo de sucesso adotado no Miss USA desde a década de 1970.
É muito provável que a coordenação do Miss DF a partir do próximo ano, até por questões geográficas, venha a ser assumida pela goiana Fátima Abranches, que toca além do concurso de seu Estado o de Tocantins. Ambos são colégios de baixa representatividade no contexto do Miss Brasil. Mas, para Fátima, pegar a coordenação do Miss Distrito Federal lhe significaria o exercício da influência em metade do Centro-Oeste e parte do Norte (Tocantins corresponde à antiga parte norte de Goiás, desmembrada pela Constituinte de 1987-88). A outra metade do Centro-Oeste já está nas mãos do mato-grossense Warner Willon, que tem nas mãos os concursos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.
O reflexo da perda de Cloves Nunes já se faz sentir até mesmo na produção do Miss Distrito Federal 2017, marcado para a quinta-feira, 6 de julho. Vai se reduzir a uma seletiva com a quantidade de candidatas que se inscreveu pelo site da coordenação nacional, que assumiu a operação do Miss DF de forma emergencial. Dez jurados designados pela patrocinadora master do Miss Brasil farão a escolha da representante candanga na etapa brasileira do Miss Universo 2017. Um cenário sombrio que afetou até mesmo as comemorações pelos 30 anos se sua única vitória no concurso nacional.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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