Assunto da semana: Além do olhar de Evan Rachel Wood


Efeito Westworld deve ditar submissões do Primetime Emmy de drama

HBO/Divulgação


A ampla calha de 180 produções inscritas na categoria de melhor série dramática deve acabar se pautando na votação para definição dessa categoria no 69º Primetime Emmy pela obliquidade de indicar Westoworld na condição de produção. Não falo de outros acessórios como atuação ou efeitos visuais, mas da produção em si. Em dramas, é a única ficha que a HBO pode apostar dado o emperramento na produção das duas temporadas finais de Game of Thrones. Não há chá de cadeira que mude tal sentença para o canal pago premium.
É evidente que a falta de opções da HBO no campo de séries dramáticas para a elegibilidade da temporada 2016-2017, encerrada em 31 de maio, mas que engloba exceções. O chamado “conjunto da obra” acaba aí por ajudar House of Cards, cuja estreia da quinta temporada ocorreu fora do prazo de elegibilidade, mas teve a entrega dos kits episódicos para a Academia de Televisão e seus grupos de votação. As exibições de maio para a Academia do Emmy são essenciais para que o julgamento não fique truncado no período comercial.
O cordão da TV paga e do streaming deve ter grande peso na determinação das sete produções indicadas na categoria de melhor série dramática, a se conhecerem no início da tarde da quinta-feira, 13 de julho. Embora tenham um poder pífio, as produções de TV aberta podem exercer uma balança fundamental para o equilíbrio entre televisão tradicional e streaming. A dentada da Amazon incomoda nesse quesito? Em drama, não. A da Netflix? Esquece isso, já é um garrote que assusta as empacotadoras e programadoras. Bomba.
No quesito das submissões de streaming, é uma rede aberta – a CBS – que usa seu serviço de vídeo para agravar ainda mais a situação das tevês tradicionais no cômputo do quadro final de produções indicadas. A entrada de The Good Fight, sequência de The Good Wife, mais magra em termos de enredo, amplia o vampirismo das Over the Top para cima do FCC, a Anatel americana. NBC e Fox já tem o Hulu e deram um problema. Orange is the New Black não passa de louça de decoração para decretar a pá de cal nas redes. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (24/6)

Anúncios

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Premiações, Séries e marcado , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s