Assunto da semana: Entre faixas, estatuetas, tiaras e cédulas


O Miss Universo e suas chances no Primetime Emmy de especiais

Ted Alibe/Getty Images/30.01.2017


Todos os três concursos de beleza feminina que são televisionados nas redes abertas americanas – Miss Universo, Miss USA e Miss América, pela ordem de importância, tem ao menos duas submissões no escopo de categorias reservadas a especiais de variedades do 69º Primetime Emmy. Tal gradação só se tornou possível devido às mudanças implementadas em algumas categorias técnicas, concernentes a sindicatos como o WGA (roteiristas), DGA (diretores), ADG (diretores de arte), para não dizer que não falei das flores em questão.
A democratização notada nas áreas técnicas do 69º Primetime Emmy para beneficiar os concursos de beleza reflete uma mudança de postura da Academia de Televisão, antes refratária a acatar submissões de concursos de beleza na condição de especiais de variedades, mesmo após a divisão nas áreas de produção com os chamados “programas de classe especial” – premiações como Grammy, Golden Globe, Oscars e shows de música das mais diversas tendências. Para bom sabedor, a Lady Gaga do Super Bowl começou num Miss Universo.
Enquanto especial de variedades (como foi enquadrado na cédula de programas), o Miss Universo de janeiro último em Manila tem pouquíssimas chances de ser indicado, dada a alta concorrência com especiais de comédia de nomes como Amy Schumer e Gabriel Iglesias. Esse é o primeiro complicador. O outro, a despeito de a presidenta da organização do concurso, Paula Shugart, ser membro do Producers Guild of America (PGA), reside na falta de lobby da IMG e da FOX para fazer a campanha adequada. Precisam aprender ainda mais.
Noutro terreno, a direção de Ron de Moraes acabou passada para o quesito do Miss USA 2016, de menor valia. A etapa nacional do Miss Universo, realizada em junho passado, tem submissão também em direção de arte (mas chamem-me também de desenho de produção ou design de produção, mais educado). Não vejo potencial do Miss USA ou do Miss Universo para pegar indicação alguma ao Primetime Emmy, dado o escopo de materiais do Oscar, do Grammy, do ACM Awards, do Billboard Music Awards… Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (17/6)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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