Assunto da semana: Bola murcha para Penny e companhia


Demográficos mostram nocaute da NFL sobre roteirizados em 2016-2017

Kevin Winter/Gettu Images/07.01.2015


Façam a interpretação que quiserem, mas é fato que das dez maiores médias de audiência entre os telespectadores das redes abertas americanas na temporada 2016-2016, as cinco primeiras pertencem a alguma coisa associada à NFL, a poderosíssima liga de futebol americano. É ela que está colocando para baixo do tapete qualquer interpretação do desempenho horrendo de várias séries, roteirizadas ou não, na média entre os telespectadores na faixa de 18 a 49 anos. É coisa para se elencar na lista dos 40 programas de maior média.
Ficou evidente que, após a publicação da lista dos 50 programas mais vistos na temporada encerrada em 24 de maior, eu não tinha visto tudo. De fato, não vi. E só estou começando a dar conta agora que apuro a pauta das 40 maiores médias na faixa 18-49. Nessa leitura, fica mais elegante elaborar uma lista mais justa, que o blog TV em Análise Críticas estará publicando no mesmo fim-de-semana da publicação desta crítica. Isso, às portas de se revelarem as listas de submissões para o 69º Primetime Emmy Awards, que esquece audiência.
É óbvio que o Emmy é termômetro de excelência artística e não de popularidade. Mas dissocia-lo de coletâneas de programas mais vistos é irresponsabilidade num momento em que a televisão aberta americana fecha suas portas para uma reflexão comercial sobre o que se acertou o que se errou e o que precisa ser afinado. Grande parte dos 50 programas de maior média na faixa de 18 a 49 anos na temporada 2016-2017 apresentou decréscimos que variam de 0,2 a 0,8%. É um quadro assustador, até mesmo para o mais leigo dos fãs.
E por que trataremos das 50 maiores médias e não de 59? Para que o leitor de nosso blog tenha uma noção exata de até que ponto foi o fundo de poço de determinadas séries veteranas. Quando o leitor do Jornal Meio Norte já estiver desfrutando da leitura deste texto, nessa altura já estarei mais que imbuído de dar ao leitor coisa mais completa. Dar uma pauta mais completa que o baronato de Sheldon Cooper e seus comensais de plantão. Não os enrustidos nas vestais da Kantar Ibope Media e da Fiesp. Bom final de semana a todos.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (10/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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