Assunto da semana: O valor de uma megacompetição musical


Volta do American Idol dá novo ânimo à semana pré-upfronts

Kevork Djansezian/Getty Images/07.04.2016


Janeiro de 2002. Meios de comunicação de Hollywood anunciam que a FOX comprou os direitos de adaptação do programa inglês Pop Idol para a televisão norte-americana. Intento primeiro e único: cevar novas promessas para a indústria fonográfica, valendo-se de nomes de renome no meio, como Simon Cowell e Randy Jackson. E, antes de mais nada, tirar do ostracismo uma diva pop da década de 1990, Paula Abdul. Maio de 2017. Depois de um ano de recesso, a ABC, a Core Media e a FremantleMedia ressuscitam o American Idol.
A sacada da emissora da Disney para dar novo oxigênio àquele que, em sete de seus 15 anos de passagem pela FOX, se tornaria o programa mais visto da televisão aberta dos Estados Unidos, foi a decisão mais notória em meio a um saco de informações de uma semana iniciada com o insosso MTV Movie & Television Awards, realizado no domingo (7), num antigo palco do Oscar, o Shrine Auditorium. Passou longe de exumar os restos da Bette Davis e da Joan Crawford, que como Lula, não foi dona da Pepsi nem do tríplex do Guarujá, da falida Bancoop.
É prematuro, antes do upfront que a ABC realizar na terça-feira (16), no mesmo pavilhão onde os eleitores da Hillary Clinton verteram lágrimas de derrota com a patuscada do colégio eleitoral do “Donaldo” Trump – o Lincoln Center de Nova York, expor qualquer julgamento, ainda que torcido, de que Ryan Seacrest vá, do alto de seus 42 anos, se perpetuar como apresentador da competição que revelou da devoradora de premiações Kelly Clarkson ao apagadíssimo Trent Harmon. De Carrie Underwood ao careca Daughtry e aí vai.
Daquela noite de domingo, eu já sabia que não teria como monopolizar o ditame em torno do Movie & TV Awards da MTV. Adam DeVine e sua tirada de abertura a la Tony Awards me fizeram abafar essa pauta. Ainda mais para um fim-de-semana carregadíssimo, de movimentações nos concursos estaduais do Miss Brasil 2017 e de eleição da Miss USA 2017. Como preconizou o líder Frank Underwood (Kevin Spacey), a televisão convencional sucumbiu às novas formas de entretenimento. Bem vindo a Washington. Bom final de semana.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (13/5)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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