Para onde vai, afinal, o American Idol de tantas mid-seasons?


O Super Bowl da LaPorsha e o meu Bom Dia Brasil numa sopa de letras

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Disney/ABC/Divulgação


Os senhores notaram, esta foi a primeira mid-season em 14 anos que não tivemos uma edição de American Idol, competição musical dada como “morta” pela FOX em 7 de abril passado. Certo. Seu ex-apresentador Ryan Seacrest, 42, tocou a vidinha pós-Idol, cobriu a herança maldita da Olimpíada do Rio e manteve seus negócios. Até que um convite da apresentadora Kelly Ripa, 46, fez Seacrest sair das sombras em que estava e acatar o convite para apresentar o Live!, que já foi de Regis Philbin e Kathie Lee Gifford, nos primórdios de 1993.
Como se denota, o American Idol era o balizador do ciclo de especiais de final de ano e as premiações de mid-season, no período em que foi veiculado pela FOX, atual casa dos concursos de Miss USA e Miss Universo. Era o “Super Bowl dos pobres”. Suas finais costumavam atrais não menos que 10 a 12 milhões de telespectadores. E é esse baby blues que a ABC, emissora do Live! de Seacrest e Ripa quer acabar, a despeito do fortíssimo interesse da FOX em sua volta. Há uma forte somatória de dinheiro envolvida.
Era com o Idol que norteávamos nossas decisões de pauta, mesmo no período mais escuro, quando o The Voice lhe tomou terreno no canal pago Sony. Sem o Idol no menu, nos vimos obrigados a uma jornada jornalística de sobrevivência de ocupação com os dias que se sucederam à coroação de uma Miss Universo. E à apuração de malfeitos e problemas na organização de uma indústria incipiente de etapas estaduais de um país problemático chamado Brasil, com vistas ao Miss Universo. Essa foi a nossa mid-season de 2017, sem Idol e com cem dias completos do reinado da francesa Iris Mittenaere. O qual terá de nos dar uma pausa para as decisões da semana pré-upfronts das redes.
Excuse, Mittenaere, mas o ciclo televisivo americano 2017-2018, com Olimpíada de Inverno no meio, pede para bater à nossa porta.
Antes da ABC fazer seu aceno, a NBC tentou, sem sucesso, um pareamento de grade com o The Voice, mas entrou água no chope e areia na farofa que foi servida aos executivos da Core Media (dona do formato) e FremantleMedia (distribuidora e produtora).

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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