100 dias depois de Raíssa Santana ter disputado o título de Miss Universo 2016, cerca de 26% das coordenações estaduais ainda não marcaram datas de concursos do Miss Brasil 2017


Amapá é o Estado mais atrasado

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Ted Alibe/AFP/Getty Images/29.01.2017


A um dia de se completarem 100 dias da participação da baiana Raíssa Santana, 21, na disputa do título de Miss Universo 2016, em Pasay (região metropolitana de Manila), a Organização Miss Brasil Universo, joint venture formada pela Polishop, Grupo Bandeirantes de Comunicação, IMG Universe e Ford Models Brasil, parece que não aprendeu as lições de planejamento de datas dos concursos estaduais do Miss Brasil, tiradas do ciclo passado. Para o ciclo do Miss Brasil 2017, até o momento, 25,92% das coordenações estaduais ainda não tinham fechado as datas dos concursos que irão eleger as representantes locais para a etapa brasileira do Miss Universo 2017, marcada para 26 de agosto, em São Paulo.
Entre as coordenações que não marcaram datas de certames, estão potências tradicionais como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Juntos, os dois Estados tem 22 títulos nacionais e participações no Miss Universo, incluindo um título internacional. No sábado (6), o Rio de Janeiro saiu do sinal vermelho ao agendar seu concurso para o dia 10 de junho, no Riocentro. O Estado é um dos três maiores carreadores de títulos nacionais, ao lado de São Paulo e Minas Gerais – os três tem oito títulos cada. O Rio Grande do Sul, 14.
Na região Norte, os únicos Estados que não marcaram as datas de seus concursos do Miss Brasil 2017 são Amapá e Rondônia. Os dois estão com os preparativos de seus concursos praticamente parados, mas o Amapá é o Estado que está mais atrasado. Não há informação alguma de divulgação de seu concurso. O perfil de Facebook do Miss Amapá não é atualizado desde o dia que Raíssa competiu no Miss Universo, 29 de janeiro. No perfil pessoal da coordenadora Enyellen Sales, nem uma palavra sobre a realização do Miss Amapá 2017. Em mão totalmente oposta, a coordenadora do Miss Rondônia, Berta Zuleika, posta uma ou outra informação acerca do Miss Rondônia 2017. A exemplo do mato-grossense Warner Willon, Berta também é colunista de jornal – escreve sobre o concurso no Diário da Amazônia.
Paraíba e Sergipe são os únicos Estados da região Nordeste que não marcaram as datas de seus concursos para o Miss Brasil 2017. No entanto, nenhum deles está no buraco de eleição de candidatas. Enquanto a Paraíba só elegeu sua primeira candidata municipal na quinta-feira, 20 de abril, Sergipe já contabiliza sete candidatas municipais eleitas, número 50% menor em relação ao Miss Sergipe 2015, anulado por suspeitas de corrupção. No Sudeste, os trabalhos de produção do Miss Minas Gerais 2017 já começaram com a inscrição das 10 candidatas municipais já eleitas e de outras que vierem a ser indicadas e sondadas através do site da empresa patrocinadora. Na região Sul, o Rio Grande do Sul já realizou duas seletivas e três concursos municipais, que resultaram, até aqui, na confirmação de 20 candidatas para o concurso. No entanto, as datas deste e dos outros certames citados na matéria permanecem em aberto.
Fora o Amapá, a pior situação entre os concursos do Miss Brasil 2017 é a do Distrito Federal, que viu a morte, em março, de seu ex-coordenador, Cloves Nunes. O fato foi um duro golpe para a equipe do Miss DF, que não sabe como continuar a seleção das candidatas das cidades-satélites e regiões administrativas, cujos concursos locais estão a todo vapor. Se forem levadas em conta essas estatísticas, 16 candidatas já teriam sido eleitas para o Miss DF 2017, que também permanece sem data definida. Mas essa conta não vale.

Arte/TV em Análise Críticas

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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