Assunto da semana: O filho do Lula é dono do quê, afinal?


Feud contém reflexões sobre Crawford, Pepsi, Lulinha e Friboi

FX Networks/Divulgação


Do conjunto da obra da minissérie Feud: Bette and Joan pode se depreender muita coisa, menos a de que Joan Crawford tenha sido dona da Pepsi ou a de que Jessica Lange seja dona da Friboi junto com o filho do ex-presidente Lula. Na primeira história, a retórica se mostra verdadeira: Crawford foi casada com Alfred Steele, dono da empresa de refrigerantes, interpretado por Alfred Molina, da franquia Law & Order. No resto, as retóricas espalhadas a esmo por milicianos do MBL, Vem Pra Rua e Revoltados Online se igualam a uísque paraguaio.
Na verdade, Crawford não era dona da Pepsi da mesma forma que Fábio Luís da Silva, o Lulinha, não o é em relação à JBS, holding dona das marcas Friboi, Seara e outras. Basta perguntar para Roberto Teixeira, advogado de Lula, e para o próprio ex-presidente da República. Baby Jane nunca foi dona da Friboi, tampouco mandou eliminar o prefeito de Santo André, Celso Daniel, cujo cadáver tenta ser “exumado” pela Rede Globo, pela revista Veja e pela milícia do PSDB infiltrada na Polícia Federal e na Força Tarefa da Operação Lava Jato.
Na caçapa, os roteiros de Ryan Murphy para os oito episódios da minissérie procuraram desmistificar essa imbecilidade espalhada nas redes sociais a torto e a direito desde a campanha presidencial de 2014. Embora tratasse também da rivalidade de Crawford com Bette Davis, a primeira instalação de Feud, segunda antologia histórica de Murphy emplacada junto ao canal pago FX e cá retransmitida pelo serviço FOX Premium, tratou de desmistificar essa baboseira de que Lulinha é dono da Friboi e Crawford da Pepsi.
Para efeito de disputa do 69º Primetime Emmy, entre os dias 9, 10 e 17 de setembro, Feud: Bette and Joan sai desde já com 19 possíveis chances de indicação, a começar da alta carga de atores – fora Lange e Molina, Susan Sarandon (que interpretou Bette), Catherine Zeta-Jones, Sarah Paulson, Stanley Tucci e Kathy Bates. Parte desses elementos saída dos trabalhos com Murphy na franquia American Horror Story, Bates, Lange e Paulson inclusas. Outro ponto forte está na calha de siglas técnicas – MPSE, CAS, ASC, etc. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (6/5)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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