Assunto da semana: Sempre há lugar para mais um spin-off?


Redemption de The Blacklist só existe se ligar nome à pessoa

Virginia Sherwood/NBC/Divulgação


Não dá para tratar de The Blacklist: Redemption se não ligar a alça de mira de seu enredo a seu ator principal, Ryan Eggold, 32, que interpretava Tom Keen na série mãe. Mesmo que se trate de aparência de série limitada (o que de fato parece cheirar a tanto), Redemption não mostra a que veio, tampouco tem o gancho capaz de pegar o telespectador. A exemplo de Star de Lee Daniels em Empire, Redemption é usada pela NBC para tampar buracos de programação e diminuir reprises. É mera cascata.

Virginia Sherwood/NBC/Divulgação

Tentei assistir à reprise do segundo episódio no domingo (23), mas minha pauta concorrida com informações de etapas do Miss Brasil e do Miss Universo 2017 me afastou de traçar um comentário mais direto. Ainda mais em se tratando de um spin-off que é igual a bagagem de ônibus interestadual: só serve para preencher espaço de programação. Nada tem a acrescentar o fato de ser um potencial evento de dramaturgia, de repercussão zero se comparado à volta do Prison Break ou à extensão Legacy de 24 Horas. Esquece.

Virginia Sherwood/NBC/Divulgação

Também no elenco, a presença da holandesa Famke Jansen, 52, (Hemlock Grove) vale ser registrada. Mas na pouca parte que vi do episódio dois, Kevin Jensen, notei claramente a caricatura do enredo fraco que se desenhava. Não há em The Blacklist: Redemption atrativos de enredo que sejam capazes de convencer o público de dar uma resposta à altura para segurar a série principal. Para The Blacklist, no entanto, esta é uma outra história, de desfecho mais favorável no que tangerá à sua renovação. A ver.
Para assistir mesmo de fato a The Blacklist: Redemption, eu reservei a noite da quinta-feira (27), mas aí há um problema: o chato do Roberto Justus colocar o tal de “conteúdo local” (não o da Petrobras) para represar o interesse do telespectador de TV por assinatura, junto com a Praça do SBT e o escambau a quatro da Rede Globo de Televisão, Ano 1 da Criança Brasileira. Para depois da aprovação do Desmonte Trabalhista do Drácula Temer pensarem que somos idiotas e débeis mentais de beira de esquina. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (29/4)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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