Assunto da semana: Peças a se procurar para um argumento


Um quebra cabeças a se construir com Chicago Justice

Parrish Lewis/NBC/Divulgação


O título do episódio é enfático: veja algo (See Something). Por mais que eu não tenha saco para tratar da maquinaria de Chicago Justice (Universal, 2ª, 22h, 14 anos) tudo o que se viu de Fire, PD e Med pode-se resumir na coalhada de mentes de Dick Wolf, Derek Haas e Michael Brandt. As mesmas que colocaram suas digitais na primeira lâmina de roteiro do piloto de Chicago Fire. É Chicago demais para dar conta de tanta história. Falta mais o quê? Chicago Water? Chicago Power? Pegar na cabeça do prefeito e vereadores?
É irritante ter de lidar com a calha de enredos da franquia Chicago, parte do cajado de Law & Order ou do que ainda lhe resta. Quatro séries já é o suficiente. Livra o telespectador de encher a paciência com um manancial de histórias de Chicago na ótica da franquia. Não considero Chicago Justice a joia da coroa de todo o projeto. Agora, convenhamos: e se Chicago (e não o Rio) tivesse levado a sede das Olimpíadas do ano passado? Teríamos tido uma herança bendita dessas séries no marketing? Talvez.
Com tanta arena de uso incerto na Barra da Tijuca, seria uma idiotice dizer que as séries da franquia Chicago são uma pedra furada em termos de excelência artística. Vamos saber separar as coisas para cada julgamento ser feito ao modo apropriado. O fardo bendito de Justice é ter alguma coisa de Law & Order: SVU, a despeito desta não se passar no Judiciário de Nova York. Com Chicago Justice, não, A trama mostra procuradores na coleta de provas e indícios, isso em pleno tempo de Lista do Facchin e Suas Delações Fantásticas.
Para a corrida ao 69º Primetime Emmy, a lotação para Chicago Justice está esgotada. Há espaço para submissões de atuação, produção, roteiro e direção, fora áreas técnicas. Veremos isso quando a votação começar. Para indicar alguém, acho difícil. A briga de alto nível nessas áreas não dá espaço algum a essa cria. Há uma coalhada de outras séries dramáticas aguardando definição de como vai se situar. É melhor ter prudência com as coisas. Ainda vai ser preciso muito pavimento para Chicago Justice mostrar serviço. Até sábado.

Publicação simultânea com o TV+Vida do Jornal Meio Norte deste sábado (22/4)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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