Por dívidas do Miss São Paulo, Polishop ameaça barrar Band de próximos concursos estaduais do ciclo do Miss Brasil 2017


Emissora já está fora dos concursos de Goiás, Bahia, Minas, Rio e pode perder Miss Rio Grande do Sul

Da redação TV em Análise

Miss Goiás Universo/Divulgação


Uma das principais tradições da programação das emissoras da Band está seriamente ameaçada. A transmissão de boa parte das 26 etapas estaduais que ainda restam do ciclo do concurso Miss Brasil 2017 pode não acontecer devido a uma dívida de R$ 2,5 milhões que a emissora tem com a Polishop na contrapartida da prestação de serviços de transmissão de sons e imagens do concurso Miss São Paulo 2017, que ocorreu no dia 25 de março. A empresa de televendas quer receber a contrapartida da Band para poder viabilizar a transmissão de concursos estaduais que não sejam o paulista, tido como referência para os outros certames.
Até o fechamento desta reportagem, apenas as coordenações do Amazonas e do Piauí tinham confirmado interesse em transmitir os concursos locais, marcados para maio e julho, respectivamente. A direção da Band Porto Alegre não tinha se pronunciado sobre que tipo de apoio deverá prestar ao Miss Rio Grande do Sul 2017, também previsto para julho. No entanto, a Band já está fora dos concursos de Goiás, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Com as ameaças da Polishop, a veiculação de boletins do Mundo Miss poderá ser suspensa da grade devido às dívidas que a Band possui.
Além do Amazonas e Piauí, a Band tem acertada também a transmissão local do concurso Miss Paraná 2017, prevista para o sábado, 24 de junho. A eleição da sucessora local de Raíssa Santana ocorre na terça-feira, 20 de junho. Negociações estão sendo conduzidas com as afiliadas de Santa Catarina (8 de julho), Pernambuco (26 de maio, para exibição no dia 27) e Paraíba (data ainda a definir) para as transmissões dos respectivos concursos locais.
Procurada pela reportagem do TV em Análise Críticas, a Polishop admitiu a existência de dívidas da Band relativas a “serviços prestados na transmissão do concurso Miss São Paulo 2017 para todo o Brasil”, mas estas já teriam sido quitadas. A assessoria da Band informou que não irá comentar sobre dívidas relativas a eventos do Miss Brasil, alegando “proteção pelo sigilo bancário” e “confidencialidade de cláusulas contratuais”. Em respeito à inteligência de seus leitores, o Críticas vai continuar a produzir matérias que denunciem vícios ou malfeitos na coordenação do Miss Brasil, bem como eventuais disputas financeiras, como a que está acontecendo, que desde já podem comprometer a divulgação de boa parte do ciclo de concursos estaduais e até mesmo colocar em risco a participação brasileira no Miss Universo 2017, previsto para 18 de dezembro, em Perth.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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