Assunto da semana: Novos ventos para a caça às estatuetas


Os primeiros sopros do 69º Primetime Emmy estão na nossa porta

Gabriel Olsen/FilmMagic/14.09.2016


Falem de BBB, disso ou daquilo outro. Prestes a arrumarmos a casa para o novo ciclo de misses, as primeiras comunicações da Academia de Televisão acerca de decisões sobre uma ou outra série da Amazon e Netflix, o anuncio de Stephen Colbert como apresentador e a divisão de categorias de direção de fotografia em série começaram a tornar o caldo do que ainda viremos a falar da feijoada completa do 69º Primetime Emmy, marcado para o dia 17 de setembro. Não a da canção do Chico Buarque. Mas sim de submissões, indicações e tal.
No embalo da lista do Fachin recheada de figurões tucanos e temerários, tal coisa para o padrão de Colbert, inquilino do Late Show que um dia foi do David Letterman não passaria de graxa para limpar pneu de avião. Para Colbert, querosene de aviação é tudo que exale a touca de Donald Trump e os vestidos chamativos de Dona Melania de Novo Mesto da Eslovênia. Temer, Eliseu Padilha… Quem é o cantor? No escaninho de Colbert, uma construtora de nome Odebrecht não existe. A cota de piadas é Irã, Iraque, Casa Branca…
Passando o laminador, a saraivada de mudanças técnicas do 69º Primetime Emmy é tímida. Restringe-se à criação da categoria de supervisão musical e o fatiamento da área de direção de fotografia em série de câmera simples para direção de fotografia em série de uma hora e direção de fotografia em série de meia hora. Tratava-se de um pleito da Sociedade Americana de Diretores de Fotografia (ASC, na sigla em inglês). No resto, conversão de categorias interativas de categorias do júri para categorias de competição. Com exceção.
Do saco de mudanças técnicas apresentadas para o 69º Primetime Emmy pode se esperar nada. Não há nenhuma implicação chave para categorias de atuação ou produção. Não pega os gatos pingados que poderão sair da leva de indicações a serem anunciadas no início da tarde da quinta-feira, 13 de julho. Até lá, muitas histórias se escreverão de uma narrativa que os serviços de streaming estão se encarregando de meter trem-bala em comparação com a televisão tradicional, cada vez mais capenga de inovação. Até sábado.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (15/4)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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