Aproveitamento de brasileiras entre as semifinalistas do Miss Universo desde 2006 é superior ao de toda a década de 1970


Dois terços das últimas 12 representantes do país no concurso se classificaram

Da redação TV em Análise

Montagem/Miss Universe Fan Clube


Numa de suas melhores fases no Miss Universo desde o segundo lugar de Natália Guimarães em 2007, o Brasil vem tendo um aproveitamento de 70% de classificações entre as semifinalistas ou finalistas do Miss Universo, mesmo sem conquistar um único título no período. Levantamento feito pelo TV em Análise Críticas atestou que, das últimas 12 candidatas brasileiras ao principal concurso de beleza do mundo, oito se classificaram desde 2006. Destas, quatro ficaram entre as finalistas, ainda no critério antigo de 15-10-5, posto em desuso pela WME/IMG em 2015, logo que assumiu a administração da Miss Universe Organization.
Entre 2005 e 2016, o Brasil teve um aproveitamento de 66,66%, maior que o verificado na década de 1970, quando conseguiu apenas seis classificações e um aproveitamento de 60%. Nas décadas de 1980 e 1990, o aproveitamento foi de 31,57%. No entanto, se considerado o período iniciado em 2000, o aproveitamento das brasileiras no Miss Universo cai para 52,94%, mas fica acima do desempenhos vergonhosos obtidos nas décadas de 1980 e 1990.
Entre os fatores que contribuíram bastante para a melhora do desempenho do país no Miss Universo a partir de 2006 está o retorno do concurso internacional bem como do Miss Brasil à televisão a partir de 2002. Sua expansão para a TV fechada e outras mídias verificada a partir de 2005 acelerou ainda mais a difusão e a popularidade dos concursos de beleza no país, principalmente após o vice de Natália na Cidade do México há 10 anos. Na década de 1990, os concursos de Miss Brasil e Miss Universo foram tirados da mídia por uma série de acertos entre a Rede Globo, a Miss Universe Inc. e associações de colunistas sociais, que visaram enfraquecer a indústria de concursos de beleza, colocando-os apenas para consumo interno de seus executivos comerciais e de programação.
A aquisição do Miss Universo pela Rede Bandeirantes, em 2003, ajudou o país a sair da zona de desconforto em que estava desde 1986, acumulando uma série de desclassificações, quebrada apenas em 1993 e 1998, quando Leila Schuster e Michela Marchi se classificaram entre as 10 semifinalistas, dentro do sistema adotado em 1990 (10-6-3). Naquele ano, o país não enviou candidata ao Miss Universo. Com a Band no circuito, o país teve nove classificações em 14 participações, o que equivale a um aproveitamento de 64,28%.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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