EXCLUSIVO: MBL e Instituto Liberal remuneram missólogos para lançar cruzada racista de cyberbullying, xenofobia e ódio para tirar título de Miss São Paulo 2017 de Karen Porfiro


A la Ku Klux Klan

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

“Vamos parar com essa coisa de brasileiro contra brasileiro”
(Presidente ilegítimo Michel Drácula Temer ao presidente do TSE Gilmar Mendes, que quer sua cabeça junto com o PSDB)

Fotos Organização Miss Brasil Universo/Divulhação/25.03.2017 e reproduções/Facebook/MBL. Instituto Liberal e Roberto Macedo


Menos de duas semanas após sua eleição como Miss São Paulo 2017, a modelo mineira Karen Porfiro, 26, ainda tem de aturar manifestações rancorosas de missólogos em redes sociais contrárias à sua vitória. Residente na capital desde 2014, após sua coroação como Miss Minas Gerais, Karen não tem sido diretamente ofendida por sua condição de cor. Mas alguns inocentes úteis que se passam por missólogos, ligados a movimentos de ultradireita como o Instituto Liberal, Revoltados Online, Intervenção Militar Já e Vem Pra Rua, postam cartas em suas redes defendendo a alteração do resultado do concurso paulista para favorecer a candidata de Laranjal Paulista, Bruna Zanardo, segunda colocada na disputa estadual.
A manobra xenófoba, que em muito se assemelha ao modus operandi da Ku Klux Klan e dos neonazistas europeus, quer é no fundo, a la Donaldo Trump, “deportar” Karen para sua cidade natal, Timóteo (205 km a leste de Belo Horizonte). Entre os nomes incrustados na manobra de ódio racial e bairrista a Karen Porfiro estão o do missólogo baiano Roberto Macedo, um dos principais pesquisadores do meio miss, biógrafo da Miss Universo 1968 Martha Vasconcellos, e a mãe de Bruna, Andrea Custódio, que negou ter feito posts de caráter ofensivo à vencedora do Miss São Paulo, tampouco defender a mudança do resultado do certame. Por trás do rancor contra a conquista de Porfiro, está o verniz da Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que congrega empresas fabricantes de produtos vendidos pela Polishop, patrocinadora master do evento.
No frigir dos ovos, do eggs and bacon, os missólogos que querem no tapetão alterar o resultado do Miss São Paulo 2017 esquecem que estão cometendo crimes de racismo e injúria por meios eletrônicos, previstos nas leis Affonso Arinos e Carolina Dieckmann. Esses delinquentes pensam que estão na África do Sul do apartheid que entronizou uma Miss Universo branca, Margaret Gardiner, em 1978. Os missólogos do bem não coadunam com práticas espúrias como a que a turma do “pato da Fiesp” quer fazer, tal qual a chapa Dilam-Temer: tirar uma miss legitimamente eleita pelo voto dos jurados para entronizar outra, sem o voto dos jurados (e atendendo ao clamor de desesperados e idiotas de plantão).
Uma fonte da Organização Miss Brasil Universo disse, sob a condição de anonimato, que “existem pessoas interessadas em manipular o resultado do Miss São Paulo 2017, de forma a prejudicar a vencedora (Karen Porfiro) que já está eleita e recebeu todos os prêmios a quer tem direito”. Pelas regras do Miss Brasil, uma eventual denúncia de fraude no Miss São Paulo 2017 teria de ser feita através de ata registrada em cartório. O problema é que o regulamento do Miss Brasil não diz se a ata notarial requer firma reconhecida dos interessados em apear Karen da coroa de Miss São Paulo. Caso o golpe dos missólogos do MBL/Instituto Liberal vá para o vinagre, Karen Porfiro participará sim do Miss Brasil 2017, marcado para agosto, possivelmente na própria capital paulista,
De acordo com a mesma fonte, missólogos estariam sendo pagos pelo Instituto Liberal e pelo Movimento Brasil Livre (MBL) para fazer as postagens racistas contra Karen Porfiro e difamatórias ao concurso de Miss São Paulo. A área jurídica da Polishop já está sendo inteirada das denúncias. A reportagem do TV em Analise Críticas ainda aguarda um posicionamento da representante da Band na direção da Organização Miss Brasil Universo sobre as denúncias de envolvimento de células do MBL e do Instituto Liberal nos ataques racistas contra Karen Porfiro.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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