Parte da diretoria fundadora do Comitê de coordenadores estaduais do Miss Brasil já caiu desde a criação, em 2012


Coordenadores do Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraíba deixaram seus postos vagos entre 2015 e 2016

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reproduções Facebook, YouTube e fotos Diário On Line e Blog Miss Pernambuco


Formado em outubro de 2012 como um exemplo pioneiro entre os países que concorrem ao Miss Universo, o Comitê Nacional de Coordenadores de Concursos de Beleza (CNCCB) já sofreu quatro baixas em sua diretoria desde a sua fundação, todas por saídas dos coordenadores estaduais que faziam parte de sua diretoria. Da formação original. ficou preservado o presidente, o amazonense Lucius Gonçalves, assim como os diretores financeiro (Márcio Mattos, Alagoas), de relações institucionais (Wall Barrionuevo, Paraná), e de ensino, história, pesquisa e extensão (Fátima Abranches, Goiás). A vice-presidente do CNCCB, a cearense Jorlene Cordeiro, deixou a coordenação do Miss Ceará cinco meses após ter sido eleita em reunião da entidade realizada em Fortaleza, cidade onde o Comitê foi formado.
Também deixaram o CNCCB a sul-mato-grossense Melissa Tamaciro, que deixou vaga a diretoria mais importante, a de relações internacionais, após sua renúncia à coordenação do Miss Mato Grosso do Sul, em maio de 2015. Foi na gestão de Tamaciro que o Brasil soube manter as classificações no Miss Universo após a formação do CNCCB, em 2012. Se não fosse o Comitê, o país amargaria mais um ciclo de alternâncias de classificações com não classificações, o último deles encerrado em 2010. Pedro Neto, da Paraíba, é outro coordenador que caiu fora de sua coordenação local e também de uma das diretorias do CNCCB. Ele era o diretor administrativo da entidade.
Para piorar, o paraense Herculano Silva renunciou à diretoria de eventos após a Polishop ter assumido a coordenação do Miss Brasil. A empresa de João Appolinário, na prática, enfraqueceu os poderes do CNCCB, que de 27 membros caiu para 17, com a morte, no início do mês, do coordenador do Miss Distrito Federal, Cloves Nunes, conselheiro da região Centro-Oeste. Os escândalos verificados nos concursos de Sergipe, em 2015, e do Piauí, em 2016, corroeram a credibilidade do CNCCB, que agora luta para não “morrer” na sanha financista da família Appolinário e de seus negócios e negociatas escusos e escusas.
Procurada pela reportagem do TV em Análise Críticas, a Polishop, uma das sócias da Organização Miss Brasil Universo, informou que não negocia com o CNCCB desde novembro de 2015, porque a formação dessa entidade “vai contra o Manual de Ética e Operações do Miss Brasil“, que já está em sua segunda atualização. A empresa reafirmou que está disposta sim a negociar com os coordenadores, mas de forma individual. Os coordenadores filiados ao CNCCB exigem a negociação em bloco, para viabilizar transmissões dos concursos estaduais e prometem impedir a Band de transmitir o Miss Brasil, caso não haja uma “compensação mais justa, que também contemple os Estados que tem pouca tradição na história do Miss Brasil, iniciada em 1954”.
Os escândalos dos concursos estaduais dos ciclos de 2015 e 2016 e a chegada da Polishop ao Miss Brasil também acabaram com o Conselho do CNCCB. Da formação original, caíram fora Deivide Barbosa (Sergipe), Alziro de Freitas (Tocantins), Jô Rodrigues (Roraima), Evandro Hazzy (Rio Grande do Sul) e Susana Cardoso (Rio de Janeiro). Apenas Meire Manaus (Acre) e Márcio Prado (Maranhão) permaneceram como conselheiros das regiões Norte e Nordeste. Estão vagos os cargos de conselheiro consultivo, conselheiro fiscal, conselheiro de ética, conselheiro da Região Centro-Oeste, conselheiro da Região Sul e conselheiro da Região Sudeste.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Parte da diretoria fundadora do Comitê de coordenadores estaduais do Miss Brasil já caiu desde a criação, em 2012

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