Mãe de segunda colocada do Miss São Paulo 2017 nega cyberterrorismo e fake tenta alterar o que não pode ser alterado, reeditando as velhas doutrinas da Ku Klux Klan


O resultado final é irrecorrível

Da redação TV em Análise

Fotos Reprodução/Facebook, Jeystone/Getty Images e Organização Miss Brasil Universo/Divulgação
Na foto, a carta e um bando de aecistas sedentos para destronar Karen


A primeira semana do ciclo de concursos estaduais do Miss Brasil 2017 começou manchada por uma sucessão de ameaças virtuais feitas por internautas à mãe da segunda colocada no Miss São Paulo 2017, Bruna Zanardo, que chamou de “fraude” a eleição da mineira Karen Porfiro para representar o Estado no Miss Brasil 2017. Vários missólogos, aparentemente batendo as baquetas da Ku Klux Klan e dos imbecis do Movimento Brasil Livre, Revoltados Online e Vem Pra Rua nas manifestações da avenida Paulista no domingo (26) urdiram de raiva ao notar que outra negra, desta feita nascida na cidade mineira de Timóteo, residente na capital paulista e contratada de uma agência de modelos desde que se mudou de Belo Horizonte, em 2015, venceu o concurso estadual referência do Projeto Miss da Band.
De acordo com o Manual de Ética e Operações do Miss Brasil, versão 2016, os resultados finais dos concursos estaduais são irrecorríveis. A família de Bruna Zanardo, a todo custo, quer é aparecer na mídia para tentar desmoralizar ainda mais a instituição dos concursos estaduais válidos pela etapa brasileira do Miss Universo. No fundo, quer forçar a barra da Organização Miss Brasil Universo para indicá-la a alguma das 11 vagas remanescentes de concursos estaduais ainda não decididos. O desespero dos derrotados é evidente.
Outro ponto está na proibição de ex-candidatas estaduais concorrerem novamente ao Miss Brasil. O caso de Karen Porfiro é exemplar. Karen concorreu ao Miss Brasil pela primeira vez em 2014, na gestão da extinta Enter, empresa de eventos da Band, sob a faixa de Miss Minas Gerais. Rayanne Morais, eleita Miss Minas Gerais em 2009, na gestão da Gaeta, voltou ao Miss Brasil em 2011, como Miss Rio de Janeiro, na mesma direção do concurso nacional. A proibição passou a constar do Manual de Ética 2016 do Miss Brasil, mas não impediu brechas como a de candidatas nascidas em um Estado (Rayanne e Karen) competirem por outros. A história do Miss Brasil está cheia de exemplos impossíveis de serem reportados, dada a sua extensão.
Outro agravante que acirra a briga da família de Bruna Zanardo contra Karen Porfiro é meramente eleitoral. Nas eleições presidenciais de 2014, a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB) nos dois turnos. Já em Laranjal Paulista, cidade natal de Bruna, Aécio venceu Dilma nos dois turnos, mas não levou. A exemplo de Aécio e do PSDB, a mãe de Bruna Zanardo quer levar o resultado do Miss São Paulo 2017 para o tapetão. O regulamento do Miss Brasil é claro: não se deve mexer em resultado que já foi auditado (pela empresa KPMG) e devidamente checado.
Na noite da segunda-feira (27), a mãe de Bruna, Andreia Custódio, procurou a redação do Críticas para corrigir informações inicialmente atribuídas a ela. Nas mensagens encaminhadas ao Face do Críticas, Andreia diz ser vítima de chantagistas que tentaram a todo custo impedir a participação de Zanardo no concurso estadual. Ela diz estar sendo vítima de um perfil que comete bullying contra Zanardo desde sua aclamação como representante de Laranjal Paulista. O TV em Análise Críticas já corrigiu as informações iniciais, apuradas com base em postagens feitas na página do visitante do Facebook oficial da Organização Miss Brasil Universo.

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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