Assunto da semana: Wayne ou a perda dos direitos da CLT


Qualquer semelhança entre Powerless e Karnal é mera coincidência

Fotos Evans Vestal Ward/NBC/Divulgação e Reprodução/Facebook/Leandro Karnal (via DCM)


Muito da miséria intelectual notada nos comentários do jornalista Leandro Karnal, novo áulico da Moroland, está presente na falta de comédia presente em Powerless (Warner, domingo, 22h, 12 anos), que denota a clara impotência da atriz Vanessa Hudgens para um papel de porte de uma série regular. Não acho que o público mais intelectualizado que a viu nos filmes da franquia High School Musical vá render alguma coisa em temos de serventia para excelência artística de atuação no 69º Primetime Emmy de setembro.
É uma idiotice chamar Powerless de comédia até porque sua premissa saída das máquinas da DC Comics remete à mais pura baboseira em cima do combinado Barman/The Flash/Superman e outros. Não faz ninguém rir. Não vi graça alguma no episódio de estreia, Wayne or Lose, que mais parecia mata-borrão do Batman de listas de material escolar do que ideia inédita, nova. Mas, se julgarmos pela história da DC Comics, iniciada na década de 1930, é melhor lavar as mãos: Powerless não é nem traço de história em quadrinhos.
Na mão em que se encontra, Powerless deixa qualquer mente sã careca de saber que Powerless não passa de cópia das colunas de TV paga de Karnal, arremedo de tudo o que já se fez em oito décadas para se perder em 30 minutos. A escrita de Justin Halpern é sofrível. Não dá para entender nada da gororoba mental de seu roteiro. Mais parece panfleto desses caras do Vem Pra Rua, porém com outras conotações. Tem a Hudgens. Mas poderia ter em seu enredo coisa melhor que a obliquidade de uma Comic-Con. É uma negação de enredo.
Não à toa, o Warner Channel escalou Powerless para passar depois de uma babaquice imposta pela Ancine denominada Manual para Sobreviver a Zumbis e Tralálá. Se fosse série brasileira, Powerless tomaria o mesmo ferro na boneca da crítica especializada que a asneira do lead in teve. Não há paciência de domingo de NBA que aguente trocar a Velha Guarda da Portela e Paulinho da Viola por um produto cultural da Disney, no caso, Vanessa Hudgens. Depois me acusam de petista, me mandam ir para Cuba… Até sábado.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no sábado (25/3)

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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